Secretaria aguarda recursos do BNDES
A Secretaria de Assistência Social de Londrina aguarda para os próximos 15 dias o recebimento de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoio à rede não governamental da cidade. Escolas profissionalizantes como a Epesmel devem ser as primeiras beneficiadas com parte dos recursos, estimados em R$ 1,3 milhão pela secretária de assistência social, Maria Luiza Rizotti.
''Reconhecemos a importância da rede não governamental para Londrina e por isso mesmo aumentamos as verbas para o apoio desta rede em 50% nos últimos quatro anos'', afirmou a secretária. Além dos recursos do BNDES, Maria Luiza destaca os projetos de integração entre escolas profissionalizantes, para encaminhamento mais seguro de jovens que trocam de instituição conforme a idade'', explica.
Quanto ao fim da parceria entre a prefeitura e a Liga dos Engraxates, Maria Luiza apontou possíveis irregularidades no funcionamento da entidade como a principal causa para a interrupção do repasse de verbas. ''Há três anos, tentamos orientar a direção da Liga sobre a necessidade de adequação do funcionamento da entidade a uma lei federal, que determina a oferta de ensino profissionalizante para adolescentes. Se esse protocolo não for cumprido, não poderemos fazer nada'', disse Maria Luiza.
Além da adequação à lei federal, a liga precisa atender à determinação da Procuradoria do Trabalho, que impõe restrições ao trabalho de menores de 16 anos. Uma situação que já está sendo contornada pela Epesmel, que teve uma proposta de transição do trabalho adolescente para o programa federal de primeiro emprego acatada pela procuradoria. Segundo a procuradora do trabalho da 9 Região de Curitiba, Margareth Matos de Carvalho, a ação movida contra a Epesmel para impedir o trabalho de menores foi extinta após a fixação do acordo.
Os problemas de indisciplina enfrentados pela Guarda Mirim, segundo Maria Luiza, ainda não foram oficialmente comunicados pela direção da entidade à secretaria. ''Temos alternativas para ajudá-los, mas temos que ser comunicados de forma oficial sobre o problema''. (A.M.)





