Secretaria afirma que teve apoio do Ministério da Saúde
A Procuradoria da República no Paraná diz que a fraude de cobrança de consulta simples como se fosse consulta com terapia teve a conivência da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Ela se baseou em uma decisão do Conselho Estadual de Saúde, que, em fevereiro de 94, determinou a remuneração alegando que as consultas são acompanhadas de prescrição de medicamentos.
Para o secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, a denúncia é precipitada. Na época, ele era secretário de Saúde de Curitiba. Em uma nota de esclarecimento enviada à imprensa, a Sesa se defende afirmando que a medida foi adotada com o apoio do Ministério da Saúde, que teve como representante Mário Lobato. Ele teria participado do encontro em que a decisão foi aprovada, sem se opor à proposta. Mas a procuradora da República Antônia Lélia Neves Sanches garante que o MS não foi consultado e que só veio saber do fato meses depois.
A polêmica causa estranheza já que, por decisão do MS, o Paraná foi considerado em 1997 o estado brasileiro que melhor gerenciou a área de saúde pública, obtendo a nota 8,4, diz a nota.(A.R.)





