Secretária acredita em solução
A secretária municipal de Sa© úde, Marlene Zucoli, que não participou da coletiva na AML, concordou que a situação da rede hospitalar é ''problemática'', mas disse acreditar que o aumento de investimentos públicos e as negociações em curso irão impedir um colapso do sistema.
''Por que em Londrina a situação não implode? Porque a prefeitura deveria aplicar 15% em Saúde, por lei, mas aplica 23%. Estamos firmando novos contratos com os hospitais e incentivos vem sendo repassados aos prestadores.'' Segundo Marlene, o Ministério da Saúde publicou nova portaria aumentando em 30% um grande número de itens na tabela dos procedimentos pagos pelo SUS. Esta semana, de acordo com ela, o prefeito Nedson Micheleti (PT) se reuniu com representantes do governo federal e discutiu o pedido de suplementação emergencial de R$ 10 milhões.
A secretária citou que o SUS realiza, em média, 3,7 mil internações por meios dos prestadores filantrópicos e particulares como Evangélico, Santa Casa e Instituto do Câncer. Sobre a dívida cobrada pelos hospitais, ela alegou que desde a criação do SUS o repasse pelos serviços é feito três meses após a prestação, após envio de documentação. ''Somente 10% dos procedimentos são retidos para verificação de dúvidas e demoram mais que 90 dias para ser pagos'', assegurou.
Nos últimos 10 anos, de acordo com a secretária, o valor médio de repasse para internação na Santa Casa subiu de R$ 544 para R$ 1,5 mil. No ICL, o valor passou de R$ 460 para R$ 800 e no Evangélico de R$ 720 para R$ 1,3 mil. (V.N.)





