Secovi quer unir os imobiliaristas
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sábado, 22 de março de 1997
Célia Baroni 
Warren NabucoUNIÃOCuri, Santos e Tomazini: encontro debateu soluções para o mercado de locações no Paraná Um debate com o tema Problemas e Soluções Para o Mercado de Locação do Paraná, reuniu ontem de manhã imobiliaristas e administradores de imóveis de Londrina. Organizado pelo Sindicato das Empresas de Compra, venda e Locação de Imóveis (Secovi-PR), o encontro aconteceu no anfiteatro do Hotel Bourbon (centro). E contou com a participação do vice-presidente do Secovi-PR, João Françolin Tomazini; do presidente da Associação Paranaense das Administradoras de Imóveis (APADI); Paulo Cesar Santos; do vice-presidente da APADI, Luiz Alfredo Dornfeld; e do delegado regional do Secovi de Londrina, Romeu Curi.
O objetivo do Secovi, explicou Romeu Curi, foi o de oferecer uma oportunidade para estes empresários esclarecerem suas dúvidas sobre a legislação e possibilitar uma integração da classe. Ele explica que, normalmente, o Secovi organiza reuniões com temas definidos. Desta vez optamos por deixar os empresários definirem os temas, expondo suas dificuldades e aprendendo com a experiência dos colegas, afirmou.
A competição natural do mercado, esclareceu Curi, tem levado a um distanciamento entre os empresários. Um tenta oferecer mais que o outro para garantir uma clientela maior e acaba aumentando o risco do negócio e provocando um enfraquecimento do setor, argumentou. Um exemplo, diz, é o fato de algumas imobiliárias estarem garantindo, em contrato, mais de três aluguéis ao proprietário, quando a lei estabelece dois aluguéis de garantia.
Apesar das imobiliárias serem um bom negócio, um aluguel não pago representa um ano de trabalho perdido. Três aluguéis podem representar até a falência, dependendo do número de casos, contabiliza o presidente da Apadi, Paulo Cesar Santos. Segundo ele, atualmente, a inadimplência - atrasos e falta de pagamento sumária - é a principal dificuldade enfrentada pelo setor. Em Curitiba, sede da instituição, o atraso de até 30 dias já atinge cerca de 20% contratos de locação e os casos de despejo chegam próximos a uma média de 5% dos contratos, o dobro do considerado aceitável, administrativamente.
Ele acredita que a situação é reflexo da atual situação econômica, mas alerta que as imobiliárias precisam se precaver do problema, fazendo seguro. Em Curitiba, acrescenta, a maioria das empresas já aderiu ao sistema. Em Londrina, no entanto, ainda são poucas as imobiliárias que trabalham com seguro. Aqui, a inadimplência está por volta dos 10%, de acordo com a estimativa do diretor do Secovi e proprietário da imobiliária João de Barro, Francisco Ferreira de Oliveira. Londrina tem cerca de 40 imobiliárias.
Outra dúvida do setor é sobre quem deve pagar o CPMF. A Apadi defende que o imposto cabe ao proprietário do imóvel e deve ser descontado do valor do aluguel. Santos argumenta que é inviável para as empresas assumirem o ônus. Se a empresa pagar o imposto para todos os clientes, o total vai representar, no mínimo, um carro por ano. Já para o proprietário, o valor mensal é irrisório, avalia. Para resolver o problema dos desencontros o Secovi está propondo a padronização do sistema de trabalho no setor, facilitando o trabalho dos empresários.


