A coordenadora do Sindicato da Habitação e dos Condomínios, Marla Cristian Joaquim, disse que a recomendação da entidade para que os síndicos privilegiem o uso de água da Sanepar em detrimento dos poços artesianos é uma medida de cautela. ''Como órgão protetor dos síndicos, nossa orientação é que eles não precisam correr esse risco. Eles podem se isentar da responsabilidade se utilizarem a água da Sanepar'', afirmou.
De acordo com ela, a legislação atribui responsabilidade civil e criminal ao síndico caso a água do poço não esteja em boas condições de consumo. Ela orientou os condomínios que utilizam água subterrânea a realizar exames periódicos de qualidade.
A química responsável pelo laboratório do Serviço Brasileiro de Análises Químicas (Sebraq), Keila Pinzan Sponton, alertou que os riscos de contaminação aparecem quando a perfuração é feita em local inadequado. Aproximadamente 70% dos exames realizados pelo Sebraq em amostras de água subterrânea captadas na região central de Londrina apresentam alteração microbiológica - o que indica a presença de coliformes fecais.
Keila Sponton explica, porém, que isso não significa que o poço deve ser lacrado. ''Existem formas adequadas de recuperar essa água, inclusive para consumo''.(F.C.)

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