Alexandre Sanches
De Londrina
O tempo seco e a baixa umidade do ar vão continuar nos próximos dias em todo o Estado. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), não há previsão de chuvas suficientes para acabar com a seca e amenizar o clima quente no Paraná. A seca já é considerada a mais longa dos últimos quatro anos. Algumas áreas no Noroeste estão há 64 dias sem chuvas.
A previsão meteorológica para hoje indica áreas instáveis sobre o Uruguai e na fronteira sul do Rio Grande do Sul, com o predomínio de uma massa de ar seco e temperaturas altas no restante do Sul do País. ‘‘A umidade do ar continuará baixa, principalmente na região norte e noroeste do Estado, onde os índices têm ficado abaixo de 40%’, informou o meteorologista Vilson Souza Ferreira.
Uma frente fria está sendo esperada no Paraná entre amanhã e quinta-feira, mas com ação principalmente no oceano, o que pode provocar chuvas isoladas. ‘‘Podem ocorrer pancadas esporádicas, que, em alguns casos, amenizarão a sensação da seca. Mas não será suficiente para acabar com a estiagem’’, salientou. A frente fria, prevê Ferreira, deve provocar mais pancadas de chuva nas regiões Sul e Oeste do Paraná.
A baixa umidade do ar tem sido uma constante em todo o Estado. As medições, a partir do dia 24, mostram que a média em Londrina ficou entre 40 e 50%; em Cascavel, na sexta-feira, foi registrado o índice mais baixo do Paraná: 27%. Na região de Curitiba e litoral, os índices são mais altos, ficando entre 52 e 80%. ‘‘A medição da umidade do ar é feita em média, pois ela se alterna durante o dia e de acordo com as condições do clima’’, ressaltou o meteorologista.
Ontem, na medição feita ao meio-dia pelo Simepar, a umidade do ar em Curitiba estava em 48,9%. Às 15 horas, caiu para 30,7%. O índice mais baixo, registrado às 15 horas, foi em Londrina, com 26,7% de umidade do ar e temperatura em 31,5 graus. O clima é tão seco que até Foz do Iguaçu, com os rios e o lago de Itaipu que banham o município, teve índice baixo: 30,9% de umidade às 15 horas.
Outro fator, provocado pela diferença de temperaturas no Sul do Estado, é a formação de ventos em alguns pontos do Paraná, com intensidade moderada a forte. ‘‘Os ventos ajudam a limpar o céu, mas podem aumentar as queimadas’’, salientou Ferreira.

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