O caso do boi infectado levou a Seab a vacinar 2.500 cabeças de gado de 40 propriedades rurais, na região de Astorga. Como as vacinas foram feitas até o dia 27 de março, os animais só devem estar imunizados a partir do próximo dia 17.
‘‘A imunidade contra a raiva começa a partir do 12º dia da vacinação e só se consolida no 21º dia’’, afirma o chefe da seção de raiva da Seab, em Curitiba, Silmar Burir. Neste intervalo, o rebanho ainda apresenta risco de contrair a doença.
A orientação da 15ª Regional é para que as pessoas não manipulem animais que apresentem os sintomas da raiva. Estes animais morrem num prazo de cinco a sete dias depois de contrair a doença. Os proprietários devem incinerar os animais mortos pela doença.
Para identificar os animais infectados pela raiva, os proprietários rurais devem estar atentos ao comportamento do rebanho. De acordo com Burir, os primeiros sintomas da doença são paralisia muscular e falta de coordenação de movimentos.
Só 500 animais recebem vacina anti-rábica no Estado. ‘‘A vacinação não é total porque não temos muitas regiões favoráveis à proliferação de morcegos hematófagos. Além disso há poucos casos da doença’’, justifica Burir. Segundo ele, o Paraná estava há quase quatro meses sem nenhum caso de raiva bovina.

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