Curitiba - Os servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), que estão em greve desde segunda-feira, decidem hoje em assembléia se aceitam ou não a proposta do governo, apresentada ao comando de greve ontem pela manhã. O governo propôs uma gratificação de 100% sobre o salário-base para 56% dos funcionários da Seab. O decreto garantindo essa gratificação foi assinado no final da tarde de segunda-feira.
Pela proposta do governo, serão contemplados com a gratificação os servidores que possuem nível superior e os técnicos agrícolas, o que equivale a cerca de 375 servidores. Os outros 300 funcionários - guardas sanitários, nível operacional e administrativo - ficam sem nenhuma melhoria pela proposta governamental.
Na manhã de hoje, os servidores dos 20 núcleos regionais da Seab, espalhados pelo Interior do Estado, discutem a proposta, e às 15 horas, os representantes de todos os núcleos regionais se reúnem com os servidores de Curitiba, para avaliar a proposta do governo.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, Carlos Roberto Bittencourt, acredita que a proposta do governo não será aceita porque não contempla todos os funcionários da Seab. ‘‘O comando de greve é contra essa proposta, porque luta por melhorias para todos os funcionários da Seab’’, reforça. Mas acrescenta que a decisão final será tomada em assembléia. Além disso, ele considera que as gratificações são uma medida paliativa, ‘‘que podem ser cortadas a qualquer momento e não são levadas em consideração na hora da aposentadoria’’.
A principal reivindicação dos servidores da Seab é a implantação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS). Além disso, eles pedem reposição imediata das perdas salariais, de agosto de 1995 até o momento, o que representa um percentual de 62,82%; extensão do adicional compensatório para todos os funcionários, até a implantação do PCCS da Seab e eliminação do redutor salarial. Eles querem ainda abertura de concurso público.

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