Único distrito na Zona Norte de Londrina, a Warta abriga um povo bom de conversa, grande parte imigrantes do tempo do café, como Sebastião Aurélio de Souza, que desceu da carroceria do caminhão por ali há 63 anos, vindo com a família do Sul de Minas Gerais para ganhar dinheiro no afamado Norte do Paraná.
Na Warta construiu família e tocou a vida sem nunca mais pensar em mudar de endereço. Atualmente, como outros moradores anda chateado com o vandalismo. Há pichações por todos os lados e vidros quebrados na capela mortuária, no posto de saúde e no prédio que já serviu de sub-delegacia.
Contudo, o distrito tem seus privilégios, principalmente em relação a empregos. Pertinho da sede está a Embrapa, a filial de uma cooperativa e pequenas empresas de turismo rural, além da Odebrecht, que oferece em torno de 50 empregos diretos. A empresa existe desde 1956 e foi fundada pelos migrantes mineiros José e Edmundo Odebrecht. Com um investimento em tecnologia, consolidou-se no beneficiamento de café e atualmente exporta para o Oriente Médio, parte da Europa, Estados Unidos e América do Sul.

Paiquerê
Quando viu um anúncio nos classificados da FOLHA que oferecia uma farmácia com clientela já formada em um distrito de Londrina, o comerciante Marco Antônio Fernandes e a esposa Leiliane Schicarelli, que era farmacêutica recém-formada, não pensaram duas vezes. Trocaram a cidade de Primeiro de Maio (Norte) pelo Distrito de Paiquerê. A mulher passou a tocar a farmácia e Marco Antônio o posto de gasolina. O investimento valeu a pena, mas os acontecimentos recentes no distrito estão incomodando o casal e outros moradores de Paiquerê.
A reivindicação é de que uma dupla de policiais permaneça no local em tempo integral. ''Se vierem os homens, nós construímos o módulo'', conclama o aposentado Alcides Rabelo. ''Nos sentimos abandonados. Nos finais de semana isso aqui vira terra de ninguém'', reclama Marco Antônio. ''É uma bagunça, som alto e algazarra todo domingo. E todo dia à noite tem rapazes que usam drogas descaradamente'', revelou uma senhora que abordou a reportagem.
Outra reclamação maciça dos moradores é sobre o trecho de aproximadamente cinco quilômetros da Rodovia Benedito Bento dos Santos, que leva de Irerê até lá. Os buracos e as irregularidades tomaram conta do asfalto. (W.S.)

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