Londrina - A dermatologista Magda Inês Zani Ibrahin é mãe dos gêmeos Thiago e Victor, de 12 anos. Os meninos estudam juntos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental, por opção dela.
"Na pré-escola eles estudaram em salas diferentes, por recomendação do colégio, mas depois resolvi colocá-los juntos. Eles têm personalidades diferentes e também não são idênticos, o que facilita a diferenciação. Agora é mais prático porque eles podem fazer tudo juntos e um auxilia o outro nas tarefas. Eles também são companheiros de sala no curso de inglês. Quando estudavam separados acabavam reclamando porque um tinha determinada atividade e o outro não", conta.
Magda diz que o o fato de estudarem juntos não interfere na socialização das crianças. "Mesmo tendo amigos em comum, cada um tem afinidade com pessoas diferentes", garante a mãe.
Para os meninos, estudar na mesma sala é bem melhor. "Acho legal, a gente tem as mesmas tarefas e sempre sabemos o que está acontecendo com o outro", conta Thiago. Victor destaca que os trabalhos em grupo são feitos sempre com outros colegas. "Quando é em dupla, cada um faz com outro colega, nunca juntos. Já se o grupo for de três pessoas ou mais, aí nós fazemos juntos."
Para os irmãos, o único ponto negativo de estarem na mesma sala é ter um "espião" o tempo todo por perto. "Se um de nós faz alguma coisa errada, o outro sempre conta para a nossa mãe", reclamam.(E.G.)

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