Se resistirem, bebês serão um caso único
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de abril de 1997
Da Redação 
Formada em Medicina e com especialização em Pediatria e Neonatologia pela Faculdade Evangélica de Curitiba, Silvana Pierre Branco tem uma longa experiência em partos e acompanhamento para recuperação de gêmeos e bebês prematuros. Ela já perdeu a conta de quantos quadrigêmeos ajudou a nascer. Assistiu ao parto de sêxtuplos no Hospital Evangélico de Curitiba, onde trabalhou por sete anos. Ela é chefe da UTI do Hospital Infantil e professora da Universidade Estadual de Londrina.
De acordo com ela, a situação dos bebês Lucas e Carla é bastante complicada. Até onde conheço, caso eles sobrevivam, serão os primeiros na história da medicina de Londrina nestas condições em que nasceram. Eles estavam com todos os órgãos completamente formados, mas muito imaturos e frágeis. Isso deixa as suas defesas contra doenças bastante diminuídas. O estado pode se complicar em consequência da respiração artificial e da imaturidade pulmonar.
Silvana Branco avalia que - caso resistam e não haja novas complicações - os dois gêmeos terão que permanecer internados na UTI por pelo menos 75 dias, tempo necessário para que eles possam pesar no mínimo 1,9 kg cada. Em quatro dias, Lucas e Carla poderão começar a receber o leite materno, através de sonda.


