Para os servidores, saber que o voto deles pode ser decisivo para o futuro da UEL foi uma surpresa. ‘‘Verdade isso? Que bom, vou falar para todos os colegas votarem. Vamos pôr lá alguém que respeite os servidores’’, afirmou uma funcionária que não quis se identificar. Ela contou que participou dos debates e reuniões com os candidatos, mas ‘‘não me convenci muito, não. Vou votar no menos pior.’’
O pedreiro José Soares, 67 anos, servidor há dez, concorda com a colega. ‘‘Isso aí é tudo política e política é apenas promessa.’’ Mas, segundo ele, que votou nas últimas duas eleições para reitor, ainda é melhor participar que se omitir. ‘‘Se a gente quer mudança, tem que participar. E depois cobrar.’’
Para os alunos, também foi uma surpresa saber que o número de abstenção dos discentes é grande. ‘‘Mas acho que é até bom que, quem não está interessado, não participe. Assim, evita-se muito voto vai-com-os-outros’’, disse a estudante do segundo ano de economia, Juliana Melo, 19 anos. Seu colega de turma, Fernando Guizilini, 22 anos, concorda. ‘‘Tem que votar para melhorar e não apenas votar por votar.’’
Já a crítica do estudante do terceiro ano de física, Rafael Carvalho Barreto, 22 anos, é sobre as campanhas dos candidatos. ‘‘Todas as propostas são retóricas, subjetivas. Propõe uma coisa mas não dizem como vão fazê-la. Isso acaba afastando os eleitores’’, afirmou. Mesmo assim, garantiu que vai votar.
O amigo Carlos Eduardo Farezin e Silva, 21 anos, do terceiro ano de biologia, vai mais longe na crítica. ‘‘Acho, inclusive, que o voto dos professores deveria ter mais peso que o dos alunos. Os alunos estão aqui de passagem e só tomam pé das coisas lá pelo terceiro ano. Já os professores ficam.’’

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