Mãe de quatro filhas, Maria Genesi Martins, de 58 anos, começou a cuidar da neta Suzana quando ela tinha quatro meses de idade. ''Minha filha foi mãe muito jovem e na época, morávamos em um sítio, próximo à cidade de Reserva. Ela e seu marido resolveram se mudar para Londrina para arrumar emprego e deixaram a bebê comigo. Fiquei direto com ela por 10 anos'', diz.
Depois disso, a menina passaria alguns anos na casa da mãe. ''Morei com minha mãe e meu pai até os 16 anos, mas a convivência era difícil. A maneira que eles criavam meus irmãos era muito diferente da minha. Não me acostumei e voltei a morar com minha avó, que para mim é como se fosse minha mãe'', conta Suzana, que hoje tem 18 anos. Além da garota, Maria ajudou a cuidar de um neto, hoje com 15 anos.
Moradora de uma região que já teve altos índices de criminalidade, a Vila Marízia (Centro), dona Maria diz que foi firme na educação da menina. ''Aqui é lugar muito perigoso. Por isso, sempre fiquei de olho nas companhias dela. Não a deixava sair com qualquer pessoa; ficava atenta às amizades'', admite.
Mesmo assim, mimos é que não faltam. ''Mimo ela até hoje; é a minha queridinha'', brinca. Tanto esmero deu resultado e hoje, a jovem, que casou-se há pouco mais de um ano, trabalha num salão de beleza. ''Agradeço a Deus por ter me dado a chance de cuidar dela. Sei que dei o meu melhor. E se precisar e ainda tiver saúde, ajudo a cuidar dos filhos dela também.'' (M.T.)

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