O major Wilson Oliveira Paulino, da 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Corpdec), destaca que os riscos de cheias por conta de temporais vão continuar ocorrendo, principalmente por conta do grande número de córregos existentes em Londrina. "Se chover um volume grande, naquela proporção, a quantidade de água tende a ir para as calhas existentes na cidade. Essa ameaça está presente. Mas, se não tem como evitar, vamos reduzir os riscos", adverte.
"É preciso resistir e superar os desastres de uma maneira eficiente e a informação é muito importante. Por isso, Londrina, Jataizinho, Porecatu, Tamarana, Cambé, Siqueira Campos, Jacarezinho, Ibaiti, Bela Vista do Paraíso, Florestópolis, Arapongas e Primeiro de Maio já aderiram à campanha para obter a certificação de cidade resiliente", informa. O programa Construindo Cidades Resilientes faz parte da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD), da Organização das Nações Unidas (ONU).
O programa visa sensibilizar governos e cidadãos para os benefícios da redução de riscos por meio da implementação de dez passos para construir cidades mais preparadas para lidar com esse tipo de problema. Entre os requisitos estão mecanismos de organização e coordenação de ações e investimento em infraestrutura para redução de risco, entre outros.
Ele aponta Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina) como uma cidade muito organizada nesse sentido. "Devido ao histórico de enchentes da região, houve a remoção de moradores do bairro da Pimenta e as pessoas foram inscritas e tiveram prioridade no programa Minha Casa, Minha Vida para que pudessem sair de áreas de risco", aponta.(V.O.)

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