Se não fosse o badminton, estaria na rua
Natação e badminton preenchem a rotina esportiva do estudante Vitor Hugo Julio Souza, de 15 anos. Há sete meses, ele treina petecadas com os cerca de 30 jovens que participam do time de badminton de Londrina, formado a partir de um projeto realizado no Centro Cultural e Esportivo do Conjunto Maria Cecília, na Zona Norte.
Para ele, representar o município em campeonatos é o melhor momento da prática esportiva, que chamou sua atenção simplesmente por ser ''diferente''. ''Parecia difícil, mas depois que comecei a praticar, percebi que tinha habilidade com a raquete'', comenta Vitor, que tornou-se mais comunicativo em decorrência do badminton.
Pequenino, Nelson Júnior Alves Firmino nem parece que já tem 14 anos. Há pouco mais de um mês ele iniciou as aulas de badminton no centro esportivo e se apaixonou pelo esporte. ''Gosto de tudo, principalmente de fazer parte de um projeto. Se não fosse por isso, estaria na rua'', confessa.
Convidado a participar do projeto por um colega do time, no início Nelson mal sabia segurar a raquete. ''Agora já estou pegando o jeito'', afirma o garoto, que também joga futebol, ''mas gosto mais do badminton''.
Aos 14 anos, Hylary Uhend Souza já pratica petecadas há mais de um ano e garante que o esporte lhe deu agilidade e condicionamento físico. ''Melhorou também minha percepção e coordenação motora. Fiquei mais ágil'', descreve. Além de passear e ganhar medalhas nos campeonatos, fazer parte do time de badminton proporciona à estudante conhecer ''gente nova''.
''Prefiro jogar de dupla porque um parceiro sempre ajuda'', opina Hylary, que pretende comprar uma raquete própria em breve. ''Antes ninguém sabia o que era badminton, mas com o projeto, o esporte ficou mais conhecido.''(M.G.)





