Londrina - O auxiliar contábil Lucas Gibelato Oliveira, de 18 anos, também é adepto do transporte seguro. Embora já tenha habilitação e carro próprio, ele garante que não dirige após ingerir álcool e sempre utiliza o táxi para voltar para casa. "Geralmente pego uma carona para ir, mas para voltar uso táxi. Hoje cada um faz o que quiser, mesmo sendo errado, mas eu acho que dá para ter diversão com responsabilidade. Dirigindo depois de beber, mesmo que seja só um pouco, posso me machucar ou machucar outra pessoa. Uso táxi pela segurança e também pela confiança que meus pais têm em mim", destaca.
Além da liberdade para se divertir, ele ressalta que o táxi também tem a vantagem de ser econômico, principalmente se o valor da corrida for dividido com os amigos. "Do centro até a minha casa dá em média R$ 45, dividindo com mais dois ou três fica barato. E se for colocar o carro no estacionamento vai gastar uns R$ 20. Eu penso que se você paga para entrar na boate, depois gasta com bebidas, por que não pode gastar com um táxi?", questiona.
Oliveira afirma que não tem parentes ou amigos que se envolveram em acidentes graves envolvendo motoristas alcoolizados, mas que sempre vê pela imprensa o que pode acontecer. Ele e o grupo de amigos também já tentaram instituir o "motorista da rodada", mas depois resolveram que o táxi é a solução melhor. "É chato, sempre rola aquela tentação de tomar só um copo, o que não é indicado para quem precisa dirigir e por isso desistimos. Dessa maneira os pais de todos ficam tranquilos. E é fácil conseguir um táxi, na porta das boates sempre tem algum."
De acordo com Oliveira, alguns amigos ainda usam o próprio carro para ir para as festas e oferecem carona para voltar, mas ele se mantém firme. "É minha responsabilidade não voltar com eles. E ninguém fala nada, porque já sabem do meu jeito." (E.G.)

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