A Petrobras pode ser condenada a pagar uma indenização de R$ 2,3 bilhões, por causa do vazamento de 4 milhões de litros de petróleo no Rio Iguaçu, no dia 16 de julho do ano passado. Na última terça-feira, o Ministério Público Federal e Estadual ingressaram em conjunto com uma ação civil pública, na 4ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba. Se a Justiça der ganho favorável, esta será a maior indenização ambiental imposta contra uma empresa no País.
O valor da reparação foi estipulado com base na capacidade financeira da empresa. O Ministério Público tomou como parâmetro o lucro da estatal em 1999 (R$ 9,33 bilhões), que significa 1/12 avos do faturamento daquele período (R$ 26,4 bilhões). Os dois órgãos exigem reparação pelos danos ambientais causados pelo derramento de óleo cru, ocorrido na Repar, em Araucária. Porém, até o fim da tarde de ontem, a refinaria e a presidência da estatal não tinham sido notificadas sobre o processo. A ação foi assinada pelos procurador da República, João Gualberto Garcez Ramos, e o promotor da Comarca de Araucária, Rui Riquelme de Macedo.
Os R$ 2,33 bilhões serão destinados em partes iguais ao Fundo de Direitos Difusos (FDD), do governo federal, e ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID), do Paraná. Além da reparação financeira, a ação faz referências a 40 pedidos para repar os danos causados ao meio ambiente, população ribeirinha, trabalhadores que atuaram na limpeza do vazamento, bem como a indenização por danos morais.(I.R.)

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