CAMPO MOURÃO - ‘‘Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil’’. O velho ‘‘slogan’’ usado pelo governo federal contra a formiga ainda é atual em Campo Mourão. Desde o final do mês passado, a prefeitura vem firmando convênios com associações de moradores da periferia para ceder equipamentos de combate à formiga.
A medida foi tomada depois que a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente constatou o agravamento do problema devido à rápida multiplicação dos ninhos de saúvas em diversos pontos do perímetro urbano. ‘‘As formigas estão inviabilizando o cultivo de hortaliças e a manutenção de pomares em algumas áreas da cidade’’, explica o secretário Márcio Nunes.
‘‘Os prejuízos aos moradores são grandes’’. O trabalho em conjunto começou na Vila Guarujá, o bairro mais pobre de Campo Mourão. A Associação de Moradores recebeu em regime de comodato cinco pulverizadores manuais e 20 quilos de veneno.
A vila fica ao lado do lixão, a cerca de cinco quilômetros da cidade, e é a mais castigada pelas formigas. Elas destroem hortas e pomares que ajudam na subsistência dos moradores do bairro.
A idéia inicial era ir revezando o equipamento com outros bairros da cidade, mas o problema se intensificou e a prefeitura teve que comprar mais cinco pulverizadores. Eles foram repassados para a Associação de Moradores dos Jardins Damasco, Fernando e Ypê (Damfery).
Os moradores do Jardim Aeroporto também já pediram o equipamento. O trabalho em conjunto conta também com a participação da Secretaria do Bem-Estar Social, que orienta os moradores sobre o uso correto do veneno. Paralelamente, técnicos da prefeitura combatem a formiga com um nebulizador motorizado.

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