A Feira da Lua ganha hoje mais um endereço em Londrina: a avenida Saul Elkind, nos Cinco Conjuntos (zona norte). A região mais populosa da Cidade terá também a maior feira, com 68 barracas - 20 de comidas típicas de regiões brasileiras e outros países, 14 de artesanato, 10 de lanches e refrigerantes, 10 de produtos hortifrutigranjeiros e 14 de outros gêneros alimentícios (tortas, pães e doces feitos artesanalmente). A feira vai funcionar toda quarta-feira, das 18 horas à meia-noite.
Na inauguração de hoje, a animação será feita por uma big band contratada pela Prefeitura. A expectativa é que cerca de 30 mil pessoas visitem o local, segundo o assessor comercial da Comurb (Companhia Municipal de Urbanização), Jonas Vieira da Silva.
A Comurb caprichou na divulgação. Duzentos ônibus que fazem o transporte coletivo da zona norte da Cidade portam cartazes da feira; outros 200 cartazes foram fixados em estabelecimentos comerciais daquela região. Há três dias que um caminhão de som faz propaganda da feira pelos bairros dos Cinco Conjuntos, das 10 às 13 horas e das 17 às 20 horas.
A iniciativa de realizar uma Feira da Lua no Cinco Conjuntos foi para atender o pedido dos moradores daquela região, informa Jonas da Silva. O ponto escolhido é o mesmo em que se realiza a feira de hortifrutigranjeiros - uma das maiores e mais tradicionais de Londrina - aos domingos. ‘‘Optamos pela quarta-feira por ser mais distante do domingo e para uma feira não atrapalhar a outra’’, explica o assessor comercial da Comurb.
Segundo Jonas da Silva, os produtores que participam da feira aos domingos foram os primeiros convidados para a de quarta. Os critérios para selecionar outros produtores são a qualidade das mercadorias e o poder que elas têm de atrair consumidores. ‘‘Nosso principal objetivo é atender o morador do Cinco Conjuntos, que tem agora uma alternativa de compra e lazer à noite’’, afirma.
As outras Feiras da Lua em Londrina - rebatizadas, nesta administração, de Feiras das Nações - são realizadas na quarta-feira no esdtacionamento do Moringão, perto do Zerão; na quinta, na praça Maria Tereza Vieira, avenida Inglaterra (zona sul); na sexta, no estacionamento do Armazém da Moda, na avenida Tiradentes (zona oeste); e no sábado, na praça Nishinomiya, bairro Aeroporto (zona leste).
A realização de duas feiras num mesmo dia - quarta - não vai causar problema para ninguém, segundo Jonas Vieira da Silva, porque elas devem atingir públicos distintos, que moram em regiões diferentes da Cidade.
A Comurb arrecada uma taxa anual em torno de R$ 54,00 - conforme o tamanho da barraca - por feirante. Além disso, os feirantes pagam os custos com som, segurança e aluguel de dois banheiros móveis. A Comurb também encaminhou ofício à Polícia Militar solicitando reforço às quartas-feiras na avenida Saul Elkind. A programação cultural, de shows musicais e danças, é definida em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura. Jonas da Silva conta que a experiência da Comurb com as outras feiras ajudou na organização da feira na Saul Elkind. ‘‘Aproveitamos os acertos e corrigimos os erros’’, ele afirma.
Existe ainda a proposta de instalar telões nas feiras para transmitir shows, jogos de futebol e até novelas de televisão. ‘‘Tem gente que não sai de casa para não perder a novela; então, é só assistir à novela na feira’’, diz Jonas da Silva.
Ele fala que, neste ano de Copa do Mundo, os jogos do Brasil também podem ser transmitidos no telão. ‘‘Estamos negociando essa possibilidade em cada feira’’, revela.

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