Saúde usa vale-camisinha para orientar usuários
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de janeiro de 1999
Anna Camanducaia 
A Secretaria do Estado de Saúde vai mudar a estratégia da campanha para o Carnaval deste ano. Em vez de distribuir preservativos, vai entregar vales.
A nova estratégia deve evitar o desperdício de preservativos que ocorria antes.Poderemos dar orientação individual e teremos avaliação da porcentagem do uso do produto, disse a coordenadora estadual de DST e Aids da secretaria, Maria Célia Fonseca.
A experiência foi feita inicialmente em 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids. Foram distribuídos 100 mil vales (300 mil preservativos). Até agora, 50 a 60% foram trocados. Não há prazo para a troca.
Os vales para a próxima campanha devem ser distribuídos uma semana antes do Carnaval e durante os dias de festa. Como ocorreu em dezembro, cada vale dá direito a três preservativos, que poderão ser retirados nas unidades de saúde e nos postos de distribuição, onde são fornecidas orientações.
Maria Célia diz que só a distribuição não educa. O mais importante é a informação. Para informar a população sobre os perigos das doenças e a prevenção, a secretaria distribuirá panfletos educativos. A distribuição do conteúdo da campanha deve ser feita de acordo com a programação de cada município.
A secretaria ainda não sabe qual será o valor da campanha de Carnaval. O gasto com preservativos deve ser de R$ 150 mil. O plano é distribuir 1,5 milhão de camisinhas.
Doença - O Paraná tem 5.332 casos de Aids registrados - 3.952 homens e 1.380 mulheres. A proporção no Estado é de 3 para 1. O número de casos novos de 1997 para 1998 diminuiu de 958 para 469, mas Maria Célia diz que a queda não é real. São apenas dados preliminares.
A maior incidência continua sendo na cidade de Paranaguá. São 131.55 casos por 100 mil habitantes. Curitiba vem em segundo lugar, com 129.88 por 100 mil habitantes. Em Londrina, que está no terceiro lugar, são 102.05 por 100 mil. A faixa etária predominante é de 20 a 39 anos.


