Saúde terá Siate e helicóptero
Na área de saúde, a Secretaria Estadual da Saúde está colocando à disposição dos veranistas do Litoral paranaense três unidades do Siate e um helicóptero para facilitar a remoção em emergências. Dentro do Projeto Ecoverão, a secretaria também vai garantir, aos hospitais da região, os recursos necessários para atender à demanda extra da alta temporada. De acordo com o coordenador estadual do Siate, Vinícius Filipak, durante o verão as ambulâncias atendem entre 10 e 15 pessoas por dia.
As ações da Secretaria Estadual da Saúde para o Ecoverão incluem também a vacinação e desverminação de cães nas cidades de Guraqueçaba, Pontal do Paraná e Matinhos. Os agentes de saúde visitam as casas da cidade, aplicando vacina anti-rábica e vermífugo nos animais.
A intenção do projeto, segundo o coordenador da 1ª Regional de Saúde, de Paranaguá, José Renato Pinheiro, é controlar a disseminação do bicho geográfico no litoral. ‘‘Nessa época do ano, muita gente leva cães e gatos para passear na praia e o perigo de contaminação da areia aumenta’’. O bicho geográfico é uma larva que, em contato com a pele, causa irritações que tomam a forma de um mapa, provocando infecção, coceira e dor.
Na cidade de Guaraqueçaba, onde os trabalhos de controle da raiva e do bicho geográfico já foram concluídos, foram imunizados 636 cachorros e 132 gatos. O médico veterinário do Centro de Saúde Ambiental, Silvio Oliveira Brant, avisa que quem for atacado por um animal, mesmo que ele tenha sido vacinado, deve procurar o centro de saúde mais próximo para ser medicado.
Serão desenvolvidos programas de prevenção de Aids, hepatite, cólera, leptospirose, tuberculose e câncer de pele – doenças que podem ser combatidas com hábitos simples, como a higienização dos alimentos, o uso de preservativos durante relações sexuais e o respeito aos horários recomendados para o banho de sol.
A Secretaria da Saúde também está desenvolvendo um projeto para a diminuição dos casos de intoxicação alimentar no Litoral. O objetivo é alertar a população para o perigo da compra de sorvetes de ambulantes, especialmente quando o produto não contiver o nome do fabricante e a data de validade do produto. ‘‘As pessoas pensam que o produto congelado não pode estar contaminado, o que é um erro’’, avisa a médica da Secretaria Estadual da Saúde, Ivana Saldanha Mikilita.

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