Saúde tenta reabrir maternidade da UFPR
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
Apesar das intermináveis reuniões entre as secretarias municipal e estadual da Saúde e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o futuro do Hospital e Maternidade Victor Ferreira do Amaral, em Curitiba, ainda está indefinido.
A maternidade foi fechada para reforma em 1992, mas já tinha um histórico de falhas administrativas e de estrutura, já que o prédio, localizado no número 1.953 da avenida de mesmo nome, apresentava problemas técnicos, segundo relatório da UFPR.
Ontem, uma comissão formada por técnicos da área de maternidade do Hospital de Clínicas da UFPR começou a analisar proposta do governo, que sugere que a administração do hospital - no caso de reabertura - fique sob responsabilidade do Estado. A Secretaria Estadual de Saúde informou que só vai se posicionar e esclarecer a proposta quando houver acordo com a UFPR.
Na época em que foi fechado um convênio entre o governo do Estado e a UFPR deveria garantir a reforma da instituição, que se estendeu por seis anos, mas nunca chegou a ser concluída. Em 1998, a prefeitura assumiu a continuidade da reforma, com investimento de R$ 180 mil em obras e mais R$ 500 mil em equipamentos, que também não foram suficientes para reabertura do local.
Relatório apresentado pela UFPR, que define a necessidade da abertura do hospital, afirma que o fechamento da maternidade por absoluta falta de condições médico-assistenciais, criou enorme falta de leito de maternidade, principalmente para Curitiba.
Somente na Capital e região metropolitana são realizados 26 mil partos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por ano. Quatro hospitais registram as maiores demandas: o Hospital Evagélico, o Hospital e Maternidade Nossa Senhora do Rosário, o Hospital de Clínicas e do Trabalhador, estes dois últimos também em convênio com a UFPR.
Com a reabertura do Hospital e Maternidade, a UFPR quer manter os partos de alto risco no Hospital de Clínicas e redirecionar os casos mais simples para o Victor Ferreira do Amaral. A intenção é realizar nessa maternidade cerca de 20 partos diários, o que representa 25% dos partos ocorridos em Curitiba.
Para a diretora do Centro de Informação e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Mariângela Galvão, a reabertura da maternidade iria aliviar a demanda crescente de partos realizados pelo SUS na Grande Curitiba. Além da possibilidade de oferecer um serviço de qualidade, o hospital iria ampliar a base do ensino médico em Curitiba, opina.
O reitor da UFPR Carlos Antunes dos Santos não foi encontrado pela reportagem para explicar o que ainfa falta ser discutido para garantir a reabertura do hospital. A UFPR ainda não se posicionou em relação à proposta do governo.


