Os servidores do Hospital Universitário (HU) e Hospital de Clínicas (HC) de Londrina mantém a posição de greve por tempo indeterminado até terça-feira, quando deverá ser relizada uma nova rodada de negociações com representantes da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.
A paralisação no HU e HC entrou hoje em seu quinto dia. Segundo o Sindicato da Saúde, apenas o HU mantém o pronto-socorro para casos de urgência e emergência. Com a greve, os pacientes estão procurando outras unidades de sa© úde.
No Pronto Atendimento Infantil (PAI), a média de 290 atendimentos diários saltou para 320. O diretor-clínico da unidade, Jonilson Favareto, informou que o número de crianças que costumam ficar de seis a oito horas em observação aumentou de 12 para 20. Hospitais da Zona Norte e Zona Sul também registraram aumentos. Mas, no segundo, a direção informou que a maior demanda atendida é em função das doenças de inverno.
Curitiba O Sindicato dos Servidores em Serviços de Sa© úde (SindSaúde) realizou ontem uma manifestação em frente a Secretaria Estadual de Saúde. A categoria queria uma audiência com o secretário Armando Raggio, que ontem estava em Brasília. No meio da tarde, eles conseguiram com o diretor-geral do órgão, Renê Santos, estabelecer um cronograma para novas negociações. Os servidores querem que o secretário Raggio negocie pontos específicos da categoria. De acordo com a coordenadora do SindSaúde, Elaine Rodella, a secretaria trabalha no limite e os funcionários precisam de mudanças rápidas.
Maringá Os mais de 200 servidores estaduais da Saúde de 30 municípios da região de Maringá trabalharam ontem com roupas pretas. O ‘‘luto’’ foi um protesto contra a política salarial do governo. Amanhã, durante a Campanha Nacional de Vacinação Antipólio, os servidores vão repetir o protesto. ‘‘Optamos por não paralisar as atividades e prejudicar ainda mais a população’’, justificou a representante regional do SindSaúde, Dorotéia Fernandes Gouveia Caetano.
Cascavel Alunos de medicina da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste) realizaram manifestação ontem à tarde no Hospital Regional de Cascavel (HRC), exigindo sua transformação em Hospital Universitário (HU). Eles também pedem laboratórios e estrutura para que possam concluir os estudos. Dos 140 alunos, 40 estão no quarto dos cinco anos de duração do curso. Sem o hospital, os alunos não poderão fazer o estágio obrigatório para a diplomação.
O governo do Estado acenou várias vezes com a criação do HU, nos últimos anos, mas até agora não enviou projeto para a Assembléia Legislativa. ‘‘A situação evidentemente angustia os alunos’’, disse a diretora do HRC, Lilimar Mori. Por causa da greve de professores e servidores, membros da reitoria não foram encontrados para falar sobre a questão.
Participaram Israel Reinstein (Curitiba), Lino Ramos (Londrina), Marcos Zanatta (Maringá) e Paulo Pegoraro (Cascavel)

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