Saúde recebe menos do que a Assembléia
Saúde recebe
menos do que
a Assembléia
Saúde e Educação não escapam da crise financeira. A previsão orçamentária da Secretaria de Estado da Saúde para 1999 é menor que a do ano passado. De 2,63% caiu para 2,08%. Os repasses estão abaixo dos da Assembléia Legislativa, que este ano receberá 3,16% da receita. Os serviços estão precários porque o governo não faz contratação de novos funcionários para a Saúde e não autoriza o pagamento de horas-extras, afirmou a coordenadora do Sindsaúde, Sindicato que representa os servidores estaduais da Saúde, Mari Elaine Rodela.
O secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, não foi encontrado ontem para falar sobre a redução do orçamento da Saúde. Hospitais estaduais e conveniados têm menos vagas que a demanda em várias regiões do Paraná. Um exemplo é o Hospital e Maternidade Victor do Amaral, em Curitiba. Fechado há dez anos, foi reformado em 1998. Mas ainda não está em funcionamento porque o Estado não pode arcar com os gastos sozinho. A Secretaria da Saúde informou ontem que até o fim do mês será definido um convênio entre Estado e prefeituras da região metropolitana para administração da maternidade.
Educação - Não é apenas o Proem que está em atraso com os empreiteiros. A Fundepar tem que pagar R$ 17 milhões em ampliações, reformas e construção de novas escolas do ciclo básico. Estas obras foram contratadas no ano passado e deveriam ser pagas com recursos do salário-educação. Hoje só estamos atendendo os casos de emergência, para tentar pagar o que ficou para trás, explicou ontem o diretor-técnico da Fundepar, Marcelo Paulino. Existe um problema ainda maior que as dívidas vencidas. A Fundepar precisa investir até o final do ano em ampliação de escolas para evitar que faltem salas de aulas no próximo ano letivo aos alunos do ciclo básico.(E.C.)





