Saúde realiza levantamento de infestação da dengue
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terça-feira, 01 de abril de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina A Secretaria de Saúde de Londrina realiza nesta semana o segundo Levantamento do Índice Rápido Amostral do Aedes aegypti (LIRAa) do ano. Os agentes de Endemias visitarão, aproximadamente, oito mil imóveis residenciais e comerciais até esta sexta-feira. Os locais são escolhidos por sorteio. O resultado final só deve ser divulgado na próxima semana.
O supervisor de Endemias da Secretaria de Saúde, Luiz Alfredo Gonçalves, explicou que imóveis fechados não são computados no levantamento. "Nos locais em que os agentes são recebidos, eles coletam amostras de água se houver larvas do mosquito e encaminham o material para exame laboratorial", ressaltou.
De janeiro até o final de março foram confirmados 154 casos de dengue em Londrina. Nesse período foram 1.699 casos notificados como suspeitos. A expectativa do município é que o índice de infestação do mosquito fique bem abaixo dos 7% registrados em janeiro deste ano. "Fizemos vários mutirões nos bairros com a ajuda da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e recolhemos toneladas de entulhos que poderiam acumular água", lembrou. Outros levantamentos serão feitos em julho e em outubro.
Logo após a análise dos dados, a Secretaria de Saúde estabelece estratégias que serão adotadas em cada região, como a intensificação das visitas nas casas e a utilização do fumacê. Hoje 270 funcionários atuam no setor de Endemias em Londrina.
Uma das orientadoras dos agentes nos bairros é Ângela Aparecida Mota. No segundo dia do LIRAa, Ângela destacou que grande parte dos focos do Aedes aegypti ainda é encontrada nas residências. A dona de casa Marinalva Novaes cuida do quintal todos os dias e monitora os baldes deixados para coletar a água da chuva. "Eu aproveito para lavar calçada e coloco cloro nos baldes. Também não deixo acumular por mais de dois dias", garantiu.No entanto, durante a visita das agentes, alguns focos foram encontrados em pratinhos de vasos deixados no quintal. Após a orientação, a dona de casa garantiu que ficará mais atenta.
Na casa da auxiliar de tesouraria Rosilene Peres, a vigilância é constante. "A preocupação maior é com a minha filha. A Heloísa tem quatro anos. Ninguém da família teve dengue e a gente não quer que ninguém tenha", comentou. As agentes não encontraram focos do mosquito na casa e seguiram com os trabalhos pelo Jardim Bandeirantes (zona oeste).
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