Saúde quer reduzir deslocamento de pacientes no Estado
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terça-feira, 07 de agosto de 2007
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Até metade do próximo ano pacientes de todo Estado que utilizam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) devem começar a sentir os benefícios do Programa de Descentralização e Hierarquização, que a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) começa a implantar no Estado. O projeto faz uma nova organização no atendimento à saúde pelos municípios, com objetivo de diminuir os deslocamentos dos pacientes para fazer os tratamentos necessários.
''A idéia é redesenhar o fluxo dos pacientes, usando a estrutura dos municípios de porte médio e retendo os pacientes ali. Para isso, vamos reorganizar o atendimento junto com os municípios'', explicou o superintendente de Gestão de Sistemas de Saúde da Secretaria de Saúde, Gilberto Martin, que apresentou o programa ontem na reunião semanal do secretariado de Governo.
O programa prevê a criação no Estado de 84 microrregiões, 22 pólos regionais, seis macrorregiões e dois pólos estaduais de saúde, que centralizarão os atendimentos, de acordo com sua complexidade. O atendimento básico à saúde continuará sendo feito pelos postos de saúde em cada município. As 84 micro-regiões, que vão prestar atendimento de baixa complexidade, serão sediadas em municípios de porte médio e vão atender pacientes de três a quatro cidades vizinhas, retendo esse pessoal que, hoje, procuram os grandes centros.
Os 22 pólos regionais centralizarão atendimentos ambulatorial e hospitalar de média complexidade. É o caso de exames e cirurgias mais especializados, como exames laboratoriais, tomografia, e consultas especializadas. Às seis macro-regiões, com sede em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava e Francisco Beltrão, caberá atendimentos de alta complexidade, que incluem exames como a ressonância magnética e cirurgias ainda mais complexas, como as cardíacas e neurocirurgias. E, finalmente, os dois pólos estaduais, em Curitiba e Londrina, oferecerão serviços de altíssima complexidade, como é o caso da cirurgia de medula, que hoje só é feita na Capital.
Hoje, segundo Martin, não existe uma definição exata das funções de cada município no atendimento. Com medidas que vem sendo implantadas desde 2003, conta, já foi possível uma redução de 4 mil a 5 mil pacientes internados em Curitiba em 2006. O Programa de Descentralização e Hierarquização já foi aprovado pela Comissão Intergestora do SUS, formada pelos secretários municipais de saúde e da Sesa, e passa agora por processo de organização, com identificação das potencialidades dos municípios.


