Foi aprovada em primeira discussão na sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Londrina a abertura de crédito adicional de R$ 8,107 milhões à Autarquia Municipal de Saúde. Segundo o projeto do Executivo, o recurso seria resultado de adequação orçamentária em razão de um excesso de arrecadação ocasionado por convênios firmados com o governo federal.
Embora a justificativa do prefeito Nedson Micheleti (PT), que consta no projeto de lei, aponte que o crédito seria destinado ''única e exclusivamente para reforçar os programas de trabalho, os quais encontram-se com saldos insuficientes'', a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que não se trata de ''socorro'' financeiro.
Conforme a proposta, ''os recursos serão utilizados para pagamento de custeio de serviços próprios e prestados por credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS)'', compreendendo repasses ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), aquisição de medicamentos para distribuição em postos de saúde e atividades de combate à dengue.
O projeto vai para segunda e última discussão na sessão da Câmara, marcada para amanhã à tarde. Até lá, os vereadores pretendem tirar dúvidas junto à Secretaria Municipal de Saúde. O vereador Renato Araújo foi um dos que votaram a favor da matéria, mas criticou o projeto ''por falar uma coisa e a prestação de contas (do município) dizer outra''. Segundo ele, a soma das fontes de receita as quais não estão detalhadas não reflete aquilo que estaria no orçamento.
''A receita superou as expectativas que tínhamos e nos cálculos da contabilidade houve esse valor como excesso de arrecadação e nós adequamos o orçamento feito'', apontou o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes.
Em agosto deste ano, a Saúde já havia obtido a liberação de um crédito extra de R$ 5,8 milhões, que também seria utilizado em repasses para o Cismepar, compra de medicamentos e em atividades de combate à dengue. ''Isso é a comprovação de que a Saúde está fazendo muito coisa. Estamos gastando R$ 14 milhões a mais do que tínhamos previsto anteriormente'', justificou o secretário.
Relógio O projeto de lei que declara de utilidade pública, para fins de tombamento, o tradicional relógio do Edifício América (Centro de Londrina), foi retirado de pauta ontem por uma sessão. A matéria, que já havia sido aprovada em primeira discussão na semana passada, volta à discussão amanhã.

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