A Secretaria de Saúde de Londrina pretende ampliar o número de atendimentos psiquiátricos, que atualmente é de 480 por mês, para 1.360. Os pacientes serão atendidos no espaço eMulti Vida, localizado na zona oeste, por meio de uma parceria com o Hospital Vida.

“É um salto muito importante, muito mais do que dobra a oferta e reforça toda a rede de atenção primária e os hospitais”, apontou o secretária de Saúde, Vivian Feijó, destacando ainda que o atendimento à saúde mental da população foi um dos “gargalos” encontrados pela pasta.

“A saúde mental interfere não só na assistência, mas também no comportamento de vulnerabilidade social, na relação entre as famílias, no vínculo com o trabalho porque causa um afastamento importante”, explicou Feijó, na manhã desta segunda-feira (19), durante a inauguração do eMulti Vida.

A secretária esclarece que a porta de entrada para essas consultas é o atendimento primário nos postos de saúde e também nas unidades do Caps (Centros de Atenção Psicossocial), em que os pacientes vão ser encaminhados para o atendimento especializado no ambulatório. O mesmo também vale para pacientes que já estão em atendimento na rede particular e que querem migrar para o sistema público.

Ambulatório na zona oeste

Feijó aponta que não é possível atestar a quantidade de pacientes que aguardavam por uma consulta psiquiátrica, já que não existia um controle e organização junto à pasta como há nas outras especialidades. “Nós centralizamos, criamos um ambulatório específico e desenhamos um fluxo para essa especialidade”, afirmou. Por ano, o investimento nas consultas será de R$ 1,44 milhão.

O ambulatório da zona oeste, segundo a secretária, vai atender pacientes de todas as regiões, já que, na visão dela, é impossível regionalizar um atendimento que é especializado. “Quem precisa estar espalhado nas regiões é a atenção primária, aqui é um atendimento especializado com médicos psiquiatria e equipe multiprofissional que vai dar suporte para o paciente”, explica.

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Internação involuntária

Como próximo passo, Vivian Feijó explica que a expectativa é de anunciar a contratação de 16 leitos de internação psiquiátrica também em parceria com o Hospital Vida já nos próximos meses, o que representa um investimento de R$ 2,3 milhões. Atualmente, o hospital já conta com pouco mais de 100 leitos, mas que são gerenciados pelo Estado.

Desde a sanção da lei municipal, em dezembro de 2025, a secretária confirmou que foi feita somente uma internação involuntária. A legislação que institui o fluxo para Avaliação e Internação Involuntária em Londrina estabelece regras para situações em que a internação ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros, sempre mediante avaliação médica criteriosa.

Também presente no lançamento, o prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), disse que a criação do ambulatório e a ampliação no número de consultas psiquiátricas vêm para atender a demanda por atendimentos voltados à saúde mental da população. Segundo ele, muitas pessoas precisam deixar os empregos por conta de doenças psiquiátricas, o que afeta o sustento das famílias. “As doenças são hoje, sem dúvida nenhuma, o grande mal da nossa sociedade”, opina.

PAMs e Upa do Sol

Questionada sobre o andamento das obras dos três PAMs (Pronto Atendimentos Municipais), localizados nas zonas sul, leste e norte), Vivian Feijó disse que as unidades estão em fase de finalização e que as obras devem ser entregues ainda no primeiro semestre deste ano. O mobiliário já foi adquirido. Ela disse que a pasta está em “fase de estudo” para “ver quem vai trabalhar lá”.

Em relação à reforma da Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim do Sol (zona oeste), a secretária explicou que a primeira fase foi concluída, sendo pouco mais de R$ 1,6 milhão destinada à fundação da obra. Agora será licitada a segunda etapa, que vai dar início à revitalização completa do espaço, que conta com investimento de cerca de R$ 6 milhões.

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