O combate à dengue em Londrina está reforçado neste Carnaval. A Secretaria Municipal de Saúde e a Regional de Saúde intensificam as ações até quarta-feira. Ontem, nove caminhonetes equipados com o fumacê circularam pela zona norte da cidade. Ele já passou pela zona leste e, hoje, passa pela oeste. A expectativa é que até amanhã todas as ruas recebam o piretróide que mata o inseto adulto transmissor da doença. Os veículos farão uma pausa de três dias e depois voltarão a circular em toda a cidade, por mais duas vezes.
O supervisor do setor de endemias, Luiz Alfredo Gonçalves, explicou que serão feitos três ciclos com o fumacê e depois será feita uma análise. ''Podemos chegar a oito ciclos'', informou. Cada caminhonete percorre 200 quarteirões por dia. Eles trabalham entre as 5 e 9 horas e depois entre as 17 e 21 horas. O responsável pelas operações com controle químico, Celso Pereira Faraum, disse que este é o melhor horário para a aplicação do veneno. ''A temperatura não pode estar superior a 28 graus e o vento não deve estar acima de 6 km/h'', justificou.
Gonçalves orientou que as pessoas abram portas e janelas quando o fumacê estiver passando na rua. ''As pessoas sentem o cheiro forte, fecham a casa e acabam protegendo o mosquito que está dentro da residência'', salientou. O veneno não prejudica a saúde humana, mas Gonçalves alertou para a importância de cobrir alimentos que estejam em cima da mesa durante a aplicação do fumacê. A água e a comida dos animais também deve ser trocada caso entrem em contato com o veneno. Ele ainda acrescentou que, caso haja pássaros na casa, é conveniente cobrir as gaiolas.
Simultaneamente à aplicação do fumacê, 18 equipes estão visitando as casas. Gonçalves destacou que até o fim do mês todos os imóveis da cidade serão visitados. Ele insistiu na importância da população contribuir no combate à dengue. ''A remoção mecânica dos criadouros é importante. Se as pessoas não tamparem a caixa d'água, não colocarem areia nos vasos de plantas, o mosquito vai se reproduzir'', disse. Ele apontou que 95% dos criadouros podem ser removidos pela população sem a necessidade de utilizar produtos químicos.
O agente de saúde Cléuzo Cassemiro comandava, ontem de manhã, uma das equipes. Ele apontou que focos estão sendo encontrados nas casas. ''Às vezes você encontra resistência nas casas e alguma rejeição da população, que dificulta a entrada dos agentes nas casas'', observou. As equipes farão visitas amanhã e quarta-feira. A partir de quinta, o trabalho continua com os agentes de combate à dengue.

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