Maringá - Um relatório da Comissão de Saúde formada por nove vereadores de Maringá, revela que é possível economizar até 25% do total de recursos gastos com a saúde pública do município. O desperdício de dinheiro, de acordo com os vereadores, estaria acontecendo principalmente em função de um má gerenciamento dos serviços. O relatório foi divulgado ontem, à imprensa e entregue ao prefeito em exercício, João Ivo Caleffi e ao secretário de Saúde, Paulo Roberto Donadio.
De acordo com a presidente da comissão, vereadora Marly Martin Silva, dos R$ 58 milhões aplicados na saúde pública de Maringá ano passado, R$ 14 milhões poderiam ser economizados a partir de algumas medidas básicas e urgentes como a informatização de toda rede e a definição de planos estratégicos dos serviços. ‘‘Não falo apenas em comprar computadores para os postos de saúde, mas de comprar programas de software modernos e eficientes e contratar profissionais especializados que possam estar operando adequadamente estes programas’’, ressalta a vereadora.
Além da informatização imediata da rede do sistema, os vereadores apontam outras alternativas para melhorar o atendimento na saúde pública de Maringá como a definição de metas administrativas concretas, definição do posicionamento estratégico dos três hospitais de interesse social - Santa Casa, HU e Hospital Metropolitano -, enxugamento da máquina administrativa em setores não estratégicos, redução das unidades de atendimento básico, ampliação das equipes do Programa se Saúde da Família, negociação e formalização de contratos entre o município e os prestadores de serviços (hospitais, laboratórios), e ainda a realização de um convênio com a UEM para atendimento aos procedimentos de média e alta complexidade (hemoterapia, cirurgias cardíacas e oncológica, e quimioterapia).
Os vereadores que integram a comissão, afirmam que para resolver os principais problemas da saúde pública de Maringá - falta de leitos pelo SUS, falta de médicos especialistas e superdemanda nos postos de saúde - é preciso aumentar o teto financeiro para a saúde do município, mas acima de tudo, aplicar melhor os recursos já assegurados para o setor.
Alguns exmplos da má administração por falta de um sistema integrado e informatizado foram citados no relatório. Com relação aos leitos do SUS, os vereadores afirmam que os hospitais geram leitos suficientes para atender a atual demanda, mas o que estaria dificultando o uso destas vagas seria a falta de contratos entre o município e os prestadores de serviços e a falta de uma política de estratégia.

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