Embora apresente o sexto melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, o Paraná ainda convive com um velho problema: as doenças causadas pela ação de parasitas, responsável pela morte de grande parcela da população. De acordo com números da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), as doenças infecciosas e parasitárias são a quinta maior causa de morte no Estado. Em 2007, aproximadamente dois mil morreram por conta dessas doenças, segundo dados oficiais.
  Essa estatística pode ser ainda mais assustadora, pois em muitos casos não há o diagnóstico das doenças entre a população. Em Bandeirantes (Norte) a administração municipal tenta conter os casos de barriga d’água, nome popular da esquistossomose. Mas quanto mais procuram, mais os agentes de endemias encontram novos casos na zona urbana. Em áreas próximas a nascentes, há um grande número de caramujos, hospedeiro intermediário da esquistossomose.
  Mais de 10% dos exames de fezes realizados até agora entre a população deram positivo para a doença, o que significa que mais de três mil pessoas podem estar contaminadas na cidade de 32 mil habitantes e precisam de tratamento.
  Para evitar o problema são necessárias medidas como rede de esgoto e erradicação do caramujo. Bandeirantes trata 95% do esgoto da área urbana. A suspeita é que a doença esteja sendo causada pelos 5% não tratados e por ligações clandestinas. Já eliminar os caramujos é tarefa difícil e depende de autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).


Doença pode causar sérias complicações, inclusive mentais, ou até levar à morte; é causada por um parasita, o Schistosoma mansoni, que se reproduz no organismo humano


É simples e barato; basta um dose única de remédio. O difícil, porém, é manter a população longe das áreas contaminadas

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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