Mário CésarContra o vírusCriança recebe dose em posto de saúde: registro de 11 casos neste ano motiva campanha de vacinação Uma campanha da Divisão de Epidemiologia do Serviço Municipal de Saúde pretende levar a vacina contra o vírus do sarampo a 38 mil crianças de Londrina, todas entre seis meses e quatro anos de idade. A vacinação começou ontem e vai até o próximo dia 28 em todos os 49 postos de saúde da Cidade, além de equipes volantes que estão visitando escolas, pré-escolas e creches.
Crianças de cinco a 14 anos, que não receberam a vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba), também poderão aproveitar a campanha e colocar a carteirinha de vacinação em dia.
Segundo a coordenadora da Divisão de Epidemiologia do Serviço de Saúde, Marisa Galimberti, a nova campanha está sendo realizada em função da ocorrência, este ano, de 11 casos de sarampo na Cidade, dois deles em crianças com menos de um ano de idade. Ela explica que a última campanha aconteceu em 1992, quando a incidência ainda era grande.
O pior período ocorreu em 1991, quando foram registrados 599 casos. Mas nos anos de 1995 e 1996, depois do trabalho de vacinação e conscientização sobre a doença, não houve um só caso de sarampo em Londrina. ‘‘Nós achamos que é melhor fazer a campanha antes que o número de ocorrências aumente muito’’, explica Marisa Galimberti.
A coordenadora da Divisão de Epidemiologia da Autarquia Municipal de Saúde lembra que a doença é tão grave que, há 20 ou 30 anos, chegou a ser uma das maiores causadoras de morte infantil no Brasil. Hoje, no entanto, devido à própria vacinação, os números caíram tanto que as mães às vezes até se esquecem da importância da vacina.
Marisa Galimberti explica que o sarampo é uma virose, altamente transmissível, e em casos mais graves pode levar a pessoa à morte. Os primeiros sintomas são febre alta e mal estar geral, que podem durar dois ou três dias.
Junto com a febre, há tosse, corisa ou conjuntivite. Depois começam a surgir manchas vermelhas por todo o corpo. O principal problema do sarampo é que ele diminui a resistência do organismo da criança, deixando-a passível a outros tipos de infecções, como por exemplo a pneumonia e a otite.
O Serviço Municipal de Saúde vai aproveitar a campanha para fazer um recadastramento de todas as crianças, com todas as doses de vacinas que elas receberam, endereço etc. Isso vai ocorrer, segundo Marisa Galimberti, porque após a informatização do sistema, em 1995, muitas crianças acabaram ficando fora do controle feito pelo setor de epidemiologia. ‘‘A intenção é melhorar a qualidade de informação’’, diz Marisa.
Para receber a vacina, a mãe deve levar o filho ao posto mais próximo ou escola munida da carteirinha de vacinação. No caso das crianças até quatro anos, a vacina tem que ser aplicada mesmo em quem está com a carteira em dia. O horário de atendimento, na maioria dos postos da Cidade, é entre sete e 19 horas.

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