Saúde pede calma aos moradores
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
Luciane Tonon 
Dorico da SilvaO menino Tiago Henrique Santana, em fase de recuperaçãoA chefe do setor de epidemiologia da 17ª Regional de Saúde em Londrina, Vera Lúcia Marvule, disse ontem que os dois casos de meningite meningocócica registrados na semana passada em Florestópolis (73 km ao norte de Londrina) não são índices de surto e, portanto, não há motivo para a população ficar alarmada. A informação foi dada para tranquilizar as pessoas que passaram a procurar os postos de saúde locais para serem vacinadas.
Levando em consideração que 12% da população é portadora da bactéria que causa meningite - explicou Vera Lúcia - os dois casos registrados podem ser considerados normais. Segundo ela, os casos são isolados, sem ligação um com o outro. Portanto, não há motivo de preocupação, assegurou. Ela informou ainda que estes foram os dois primeiros casos registrados no ano pela regional de saúde. No ano passado, foram constatados 204 casos, dos quais sete em Florestópolis.
Os menores Tiago Henrique Santana, 9 anos, e Paulo Mota da Silva, 3 anos, foram internados no Hospital Municipal de Florestópolis no dia 14. Eles apresentavam fortes dores de cabeça, muita febre e nuca enrijecida. Foram atendidos imediatamente e o exame do material colhido foi feito no Hospital Universitário, em Londrina, informou o enfermeiro-chefe Antônio Paulo da Silva. Segundo ele, os pacientes estão tomando antibiótico de 3ª geração e por isso já apresentam quadro sem riscos.
Os familiares que conviviam com as vítimas e os estudantes da sala de Tiago foram imunizados. Porém, a população se inquietou com o fato e alguns moradores ficaram inconformados de não poderem receber a vacina. Eu tive contato com o Paulo. Peguei ele no colo para levar ao hospital e mesmo assim não quiseram me dar a vacina, reclamou a dona de casa Lídia Alves Souza Braz, 34 anos, tia do menino.
Estou apavorado com os casos porque tenho filhos na escola, disse Maria Aparecida Canuto, 43 anos. Se o posto não doar as vacinas, não temos como comprar. Sou bóia-fria e uma vacina desta custa R$ 70,00, disse Maria Dejanira de Souza, 28 anos.
A médica Vera Lúcia confirmou que o medicamento é caro. Mas não tem necessidade de preocupação. Estamos em alerta para todos aqueles que precisarem. Ela orientou a população para manter as casas ventiladas no inverno e evitar ambientes fechados com aglomeração de pessoas.


