Saúde orienta sobre gravidez precoce
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segunda-feira, 22 de maio de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
O serviço público de saúde no Paraná está mobilizado esta semana em atividades de orientação para os riscos representados pela gravidez na adolescência. A programação é coordenada por Comitês Regionais de Mortalidade Materna, e antecede o Dia Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna 28 de maio. Estatísticas indicam o crescimento do número de adolescentes que engravidam, sem estar psicológica e fisicamente preparadas para a gestação e parto e para exercer a condição de mãe.
Nas principais cidades, professores e coordenadores de escolas, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde receberam treinamento, nos últimos dias, para atuar com adolescentes, procurando prevenir a gravidez indesejada. Também foram realizadas oficinas de sensibilização, capacitando profissionais para serem multiplicadores de informações em escolas e postos de saúde. As atividades envolvem também regionais de saúde e educação e secretarias municipais.
Em Cascavel, segundo a enfermeira Marisa Tomazoni, da 10ª Regional de Saúde, até quinta-feira haverá programação nas unidades de Saúde, com orientações a jovens que procuram atendimento. Sexta-feira haverá programação concentrada em escolas de ensino médio, com palestras de ginecologistas, obstetras, enfermeiras e pedagogos, e debates com estudantes. As escolas realizarão os encontros mesmo se os professores estaduais estiverem em greve.
Os casos de gravidez na adolescência (faixa de 10 a 19 anos) crescem a cada ano, representando risco à saúde. No caso de estudantes, geralmente resulta no abandono da escola. No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde, a média de casos de gravidez precoce é de 25,8%. No Norte do País, o índice sobe para 32,4%. No Paraná, o último levantamento disponível mostra crescimento no número de casos, passando de 19,8% em 94 para 22,8% em 98.
O percentual refere-se a 41.687 grávidas com idade de 15 a 19 anos e 1,6 mil com menos de 14 anos. No Estado, 13% das mortes por complicações na gravidez, parto e puerpério (período até 42 dias após o parto) ocorreram entre adolescentes, sendo a terceira causa de mortes neste grupo. No âmbito da 10ª Regional de Saúde de Cascavel, com 23 municípios, no ano passado havia 1.832 adolescentes grávidas 1.042, em Cascavel.
No âmbito da 20ª Regional de Saúde de Toledo que abrange 18 municípios, em 97 o índice de adolescentes era 20,2% entre as mulheres grávidas com 48 casos na faixa etária dos 10 aos 14 anos e 1.210 entre 14 e 19 anos; em 98, subiu para 21%.


