Saúde oferecerá mais cirurgias de vasectomia
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sexta-feira, 20 de setembro de 2002
Janaina Hoffmann<br> Reportagem Local 
A partir do próximo mês, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina pretende ampliar o número de cirurgias de vasectomia (método de esterilização para homens) no município. A intenção é diminuir a fila de espera. Hoje, cerca de 170 homens aguardam pelo procedimento cirúrgico.
Atualmente, o município, através do Sistema Único de Saúde (SUS), realiza em torno de 35 cirurgias por mês.''Com o trabalho de planejamento familiar que vem sendo desenvolvido, pretendemos aumentar para 50 o número de cirurgias de vasectomia'', disse Margaret Shimiti, diretora-executiva da Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com o médico representante do Programa de Planejamento Familiar do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), Luiz Carlos Baldo, a vasectomia é uma cirurgia simples e rápida se comparada com a cirurgia similar para mulher (laqueadura) em que os riscos são maiores. No caso do vasectomia, após o ato cirúrgico, o paciente é liberado. Segundo o médico, o método não requer internação hospitalar. ''É importante que o casal pense bem antes de tomar a decisão. A reversão da cirurgia é possível mas, pode não ser bem sucedida. Por isso, se houver dúvida, o melhor é não fazer o procedimento'', explicou.
O economista Gilson Anizelli, 35 anos, casado há 12 anos, tem dois filhos. Ele e a esposa tomaram a decisão juntos. Mas antes de resolver quem faria a cirurgia, o casal procurou informações sobre os dois métodos de esterilização (vasectomia e laqueadura) para saber qual seria o menos complicado.
Segundo Anizelli, um dos motivos que levou ele e a esposa a decidirem pela opção cirúrgica foi a questão econômica. ''Hoje, dois filhos já está bom demais. Fiz a cirurgia sem medo algum e não me arrependo. Minha sensibilidade continua a mesma. Parece até que nossa relação ficou melhor''.


