Saúde nas ondas do rádio
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quarta-feira, 30 de abril de 2008
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O cuidado com a saúde está nas ondas do rádio. E ganhando reconhecimento. No começo de abril, o programa Alô Doutor, do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, ganhou o prêmio de melhor trabalho na 18 Jornada Internacional de Enfermagem Oncológica, realizada pelo Hospital A.C. Camargo, em São Paulo.
O projeto, iniciado em novembro de 2003, tem o objetivo de veicular em rádios informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. ''Nossa idéia era criar uma forma de falar sobre o assunto e atingir um grande número de pessoas, a baixo custo'', explica Adriano Ribeiro Dias, produtor e locutor.
O Alô Doutor consiste de programas de aproximadamente 10 minutos cada, com entrevistas com profissionais de saúde e pacientes, realizadas dentro de um estúdio instalado no próprio hospital. O conteúdo é transmitido em várias emissoras. ''Temos parceria com 27 rádios de Curitiba, Litoral e interior do Paraná. Atingimos aproximadamente 2 milhões de ouvintes. Em alguns casos, pela proximidade, a irradiação chega até mesmo a municípios de fora do Paraná e do Brasil. Há uma rádio do Oeste do Paraná, por exemplo, cuja transmissão chega ao Paraguai'', descreve Dias.
O produtor explica que, embora as entrevistas tenham como foco dúvidas sobre câncer, vez ou outra a conversa envereda por outros conteúdos. ''Se eu entrevisto um urologista, ele vai falar de câncer nessa área, mas também vai falar sobre pedra nos rins e outras questões'', exemplifica. Os programas também são disponibilizados no site www.erastogaertner.com.br.
Não é a primeira vez que o Alô Doutor é laureado: segundo Dias, em 2005 o programa recebeu um prêmio de responsabilidade social conferido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Outro reconhecimento é a ''inspiração'' que o Alô Doutor oferece para outras iniciativas. ''O programa inspirou a Rádio Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde. Eles nos visitaram para ver como funcionava o projeto. A rádio INCA (Instituto Nacional do Câncer), por sua vez, tem o mesmo formato do Alô Doutor'', comemora o produtor.
Dias acredita que o sucesso do programa está relacionado à necessidade geral de saber mais. ''A falta de informação sobre prevenção e tratamento do câncer está em todos os segmentos sociais. Não só nas classes C e D, mas também nas A e B'', argumenta.
A assistente social Adriana Rosa Branco, de 37 anos, foi paciente do Erasto Gaertner no ano passado e participou de uma edição do Alô Doutor. ''No hospital, fiz uma cirurgia para remoção de um tumor no cérebro. A palavra 'tumor' é muito pesada. Quando soube que tinha um, achei que ia morrer. Mas a equipe do hospital me tranquilizou e minha família me apoiou. Depois que fiz a cirurgia, fui convidada a dar um testemunho no Alô Doutor, pois foi um caso de sucesso'', diz Adriana.
Ela relata que ficou sabendo do programa no próprio hospital e que hoje é ouvinte fiel do Alô Doutor. ''Ouço o programa no site do Erasto Gaertner e também na rádio Educativa'', aponta a assistente social.


