O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Londrina, implantado em setembro de 2004, realizou 5.448 atendimentos de outubro a dezembro do ano passado número três vezes maior que o do Siate, implantado há mais de 10 anos. Este foi um dos números apresentados na audiência pública realizada ontem pela manhã, na Câmara Municipal, para prestação trimestral de contas da Secretaria Municipal de Saúde. Nenhum vereador acompanhou o evento até o fim.
Os dados apresentados correspondem ao último trimestre de 2004. Naquele período, foram gastos R$ 16,9 milhões do Fundo Municipal de Saúde para atendimentos de saúde de média e alta complexidade. Destes, R$ 15,9 milhões foram repassados para os hospitais da cidade e R$ 946 mil para serviços municipais como a Coordenadoria de Apoio Psicossocial (Caps), que possui leitos de internamento.
Em atenção básica, foram investidos quase R$ 3,2 milhões, dos quais R$ 1,8 milhão foram para o Programa Saúde da Família (PSF) e cerca de R$ 1 milhão para despesas das Unidades Básicas de Saúde (UBS). O setor de Epidemiologia e Controle de Doenças consumiu R$ 562 mil.
Já os gastos relativos a convênios firmados pela prefeitura corresponderam a R$ 690 mil, distribuídos entre programas como o de DST/Aids, aquisição de equipamentos, implantação do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e Samu, entre outros. A relação de convênios foi a que apresentou maior diferença entre despesas e receitas, com uma sobra de quase R$ 400 mil. O diretor financeiro da Secretaria de Sa© úde, Ubirajara Zanette Mariani, explicou que isso deve a atrasos decorrentes de processos licitatórios, mas que os recursos ficam em caixa para utilização posterior.
Segundo Mariani, a Saúde consumiu 21% do orçamento do Município acima dos 15% determinados por lei , percentual que vem se repetindo nos últimos 10 anos. Para este ano, os recursos municipais para a área estão estimados em R$ 63 milhões, completando os R$ 100 milhões que deverão ser repassados pelo Ministério da Sa© úde (MS). Para o secretário Sílvio Fernandes, os investimentos federais em saúde deveriam ser 50% maiores para dar conta das demandas do setor e construir um cenário ideal. ''Poderíamos ter um dos melhores sistemas de saúde do mundo se o Brasil conseguisse investir 150 dólares por habitante/ano, ao invés dos atuais 100 dólares. A Argentina, por exemplo, investe 350 dólares por habitante/ano'', exemplificou.
Dos três membros da Comissão de Seguridade Social da Câmara, apenas a vereadora Maria Ângela Santini (PT) compareceu à audiência, mas foi embora antes da metade do evento. A assessoria de imprensa da Câmara informou que o presidente da comissão, vereador Tercílio Turini (PSDB), estava cumprindo plantão médico no Hospital Universitário (HU). Já o vereador Marcelo Belinati (PSL), vice-presidente da comissão, estava em um Congresso de Medicina em Curitiba, segundo seu assessor.

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