A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina ainda não descartou a hipótese de que Danielle de Oliveira, 9 anos, tenha morrido por dengue hemorrágica. Segundo a diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental, Josemari de Arruda Campos, a secretaria está deixando ''em aberto'' as possibilidades que a morte da menina, ocorrida na última sexta-feira, tenha sido por causa do tipo 2 da doença. ''Ainda não podemos descartar nem a dengue hemorrágica nem a leptospirose como causa de morte'', afirmou. O Laboratório Central do Estado (Lacen), em Curitiba, adiou para amanhã a entrega do resultado do segundo exame sorológico.
De acordo com Josemari, ela não havia sido informada sobre o motivo do atraso na entrega do resultado da pesquisa infecção prévia pelo vírus, que confirmaria ou não o resultado negativo do primeiro exame realizado pelo Lacen no caso de Danielle. Quanto aos exames que devem ser realizados pelo Instituto Adolpho Lutz, de São Paulo, a diretora disse que não saberia informar sobre a data da divulgação dos resultados. ''O Lacen é quem deve encaminhar ao Adolpho Lutz o material para exame. Existe uma rede hierárquica de laboratórios, determinada pelo Ministério (da Saúde) que deve ser seguida. Técnicas mais complexas devem ser encaminhadas para o Lutz, que é referência para o Sul do País'', apontou.
Segundo ela, a possibilidade que a morte de Danielle seja considerada ''por causas desconhecidas'', como ocorreram com dois casos em setembro do ano passado, não deve ser ainda cogitada. ''Como técnica de saúde, eu acredito que vamos descobrir o que aconteceu'', afirmou.
Em setembro de 2002, as mortes da menina Ane Caroline da Silva Vanderlei, 12 anos, e de Paulo Emílio de Farias Júnior, 21, ambos com suspeitas iniciais de morte por hantavirose e leptospirose, causaram comoção porque os dois morreram em situações semelhantes, de forma rápida e com poucos dias de diferença entre um e outro. Segundo Josemari, no caso de Ane Caroline, o material coletado foi examinado até pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, uma escala superior ao Adolpho Lutz na rede de laboratórios. Porém, sem conclusão. ''Não tivemos positividade a nenhuma doença conhecida'', afirmou.
Já no caso de Paulo Emílio, como o material coletado era pequeno, não foi possível realizar muitas etapas de investigação. ''O Lacen fez exames de meningite menigocócica, hantavirose e leptospirose sem resultados positivos para nenhuma'', disse. Segundo ela, o secretaria decidiu encerrar o caso de Paulo Emílio com a conclusão de ''septicemia de causa não esclarecida, de natureza infecciosa''.

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