Saúde mantém HE credenciado
Érika Pelegrino
De Londrina
O Conselho Municipal de Saúde decidiu ontem não fazer o descredenciamento total do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital Evangélico, como prevê lei municipal aprovada em 28/12/1999. A penalidade deveria ser aplicada ao hospital por não atender mais pelo SUS os serviços de pronto-socorro.
De acordo com a lei, a primeira penalidade no caso de hospitais credenciados que param de atender o pronto-socorro pelo SUS é a advertência, seguida de multa de 10 mil Ufirs (mais de R$ 10 mil) e finalmente o descredenciamento de todos os outros serviços. O hospital já foi advertido e já pagou a multa.
O secretário de Saúde e presidente do Conselho Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, explicou que a decisão foi tomada após consulta aos diretores de todos os hospitais e finalmente aos membros do conselho. Verificou-se que o descredenciamento iria penalizar de fato a população e não o Evangélico, disse.
Descredenciar o HE, de acordo com o secretário, implica nos seguintes débitos em saúde para a população: 70 leitos/dia de enfermaria, 3 mil consultas/mês com especialistas, 250 cirurgias/mês e 2 mil exames de apoio a diagnóstico/mês, além de leitos de UTI.
Os diretores dos demais hospitais da cidade, em reunião com Der Bedrossian, na sexta-feira passada, afirmaram que não seria possível absorver esta demanda. Diante do quadro de caos temido pelos diretores de hospitais, segundo o secretário, optou-se por não aplicar a terceira penalidade imposta pela lei municipal e o HE continuará credenciado ao SUS nos demais serviços.
Representantes de postos de saúde, 17ª Regional de Saúde e da Central de Leitos do Paraná, que também participaram da reunião de sexta-feira com o secretário de saúde estavam preocupados com a situação e muitos acreditam que o HE esteja se preparando para o descredenciamento total, embora o diretor-geral do HE, Antônio Carlos Ribeiro tenha negado que esta seja a intenção do hospital.





