Os hospitais da Zona Norte e Zona Sul e outros dois postos de saúde 24 horas de Londrina estão mantendo médicos e auxiliares de enfermagem em uma escala diferenciada. A medida tem como objetivo garantir atendimento à população durante a greve dos funcionários do Hospital Universitário (HU), iniciada dia 17 de setembro.

Para aumentar o fluxo de pacientes e liberar leitos para casos mais graves, os hospitais receberam dois médicos para turnos de seis horas e quatro auxiliares para cumprirem 12 horas de trabalho. ''Os postos também estão com escalas adicionais. Isso serve para solucionar os casos simples, enquanto os mais complicados ficam sob a responsabilidade do comitê'', explicou a diretora Executiva da Secretaria de Sa© úde, Margarete Shimiti, referindo-se ao Comitê Gestor da Crise, criado desde o início da paralisação da Universidade Estadual de Londrina. O grupo é formado por médicos dos principais hospitais da cidade (incluindo a Santa Casa de Misericórdia) e também da própria secretaria. Eles avaliam o encaminhamento dos casos mais graves e negociam a liberação de leitos com o comando da greve.

Mesmo com a ampliação do atendimento nos bairros e com o HU mantendo 45% dos leitos ocupados, o movimento continua grande em todas as regiões da cidade. Somente a Santa Casa (centro), onde o pronto-socorro tem capacidade para 18 pessoas, 38 doentes deram entrada no plantão de domingo (a média de atendimento no final de semana é de 20 pessoas). No Hospital Zona Sul, 13 enfermos ocupavam a sala de emergência, onde normalmente são mantidos sete leitos. O mesmo ocorreu no Zona Norte, onde 23 pessoas foram internadas no pronto-socorro devido à superlotação do prédio. ''Até amanhã (hoje), não haverá vagas, porque temos ainda outros 13 em observação. Nos dias normais, a média é de 18 pessoas'', disse a chefe da enfermaria, Regina Silveira Silva.

A direção dos hospitais pede para a população buscar atendimento inicial nos postos de saúde dos bairros. A 17 Regional de Saúde, reponsável por 20 cidades do norte do Estado, também solicita aos hospitais credenciados que evitem encaminhamentos desnecessários. ''O problema é que Londrina é referência para cidades fora da nossa região. Estamos pedindo a todos que solicitem vaga somente em último caso'', salientou a chefe da Regional, Rosilene Aparecida Machado.

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