Saúde lança campanha contra rubéola
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sexta-feira, 13 de março de 1998
Marcos Zanatta 
Marcos NegriniRepassesSecretário entregou ambulâncias para prefeituras da região e repassou recursos para equipamentosO secretário de Saúde do Paraná, Armando Rággio, disse ontem em Maringá que o governo vai desenvolver uma campanha para evitar a proliferação da rubéola, doença que está atacando mulheres adultas na região de Curitiba. Ele esteve na cidade para a entrega de ambulâncias do programa Paraná mais Saúde a 22 prefeituras da região, e de R$ 150 mil em equipamentos para hospitais e postos de saúde. A vacinação contra a rubéola será desencadeada no próximo dia 23 em todo o Estado.
A rubéola, explica a médica Norico Mizuta, chefe do setor de epidemiologia da 15ª Regional de Saúde, é uma doença que ataca preferencialmente crianças e não apresenta riscos maiores. O problema é a rubéola em mulheres grávidas, que pode ocasionar a má formação do feto, que normalmente nasce com anomalias congênitas. Vamos vacinar as mulheres entre 15 e 39 anos, para prevenir justamente a doença em gestantes, afirma. Na região de Maringá, assim como no restante do Estado, são poucos os casos de rubéola. Mesmo assim todas as mulheres em idade fértil devem tomar a vacina, avisa Norico.
Marcos NegriniArmando Rággio:
promessa de rigor
na fiscalização dos
recursos públicos
O secretário disse ainda em Maringá que o governo está investindo de imediato R$ 800 mil em equipamentos para melhorar as condições de atendimento à saúde da criança, gestante e idoso na região. Mas vamos acompanhar o trabalho realizado nos programas em parceria com os município, alerta. Segundo ele, o município beneficiado terá que enviar à secretaria um relatório sobre o uso e as condições das ambulâncias. No caso dos equipamentos, a maior parte pediátricos, também haverá fiscalização. O hospital ou instituição beneficiado que não utilizar os aparelhos para atendimento público vai perder o direito de uso.
Os equipamentos são todos para o programa Protegendo a Vida, com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil. Rággio lembrou que no Paraná morrem 20 crianças a cada mil nascimentos, metade do índice nacional. Em parceria com os municípios, vamos reduzir ainda mais esta média. Ele apelou aos prefeitos para que usem as ambulâncias para casos que exijam a remoção em condições especiais do paciente. Todas estão equipadas com rádios ligadas à central de leitos, e podem salvar vidas se usadas racionalmente.


