Saúde investiga suspeita de leptospirose
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quarta-feira, 03 de abril de 2002
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
A Vigilância Epidemiológica de Londrina está investigando quatro casos suspeitos de leptospirose na cidade. O resultado do exame solicitado ao Laboratório Central (Lacen) do Paraná deve ser divulgado até a próxima semana. A doença teria atingido quatro crianças, com idade entre 9 e 11 anos, que estudam na mesma escola e que participaram de um passeio na chácara do colégio.
De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica, Josemari de Arruda Campos, o que norteou a suspeita de leptospirose foi o quadro de infecção generalizada nas quatro crianças (septicemia), que se agravou rapidamente, causando inclusive a internação de uma delas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As crianças também apresentaram febre, dores musculares intensas e manifestações hemorrágicas, sintomas que caracterizam a leptospirose.
O passeio à chácara foi motivo de suspeita, já que a doença é transmitida principalmente através da urina de ratos, um dos reservatórios da bactéria leptospira. Cavalos, porcos e cães também podem ser transmissores da doença. Segundo Josemari, a bactéria penetra no corpo através dos poros, de mucosas ou de pele lesada, se alojando e se reproduzindo no sangue.
O período de incubação da bactéria é de dois a cinco dias. A doença é grave e pode matar, explicou. Os outros sintomas da doença podem ser alteração do estado de consciência, coloração arroxeada nas extremidades do corpo (causada por circulação deficiente do sangue), alteração do volume de urina e coloração amarelada na pele (quando o fígado é atingido).
A chácara visitada pelas crianças foi vistoriada pela Vigilância Sanitária na última semana, mas nenhum vestígio de rato foi encontrado. Mesmo assim, uma nova visita deve ser feita ainda esta semana. No ano passado, dois casos foram confirmados em Londrina.


