DENGUE -

Saúde investiga quatro mortes por dengue em Londrina


Vitor Ogawa - Grupo Folha
Vitor Ogawa - Grupo Folha

A secretaria municipal de Saúde investiga quatro mortes em Londrina que podem ter sido causadas pela dengue. Entre as vítimas apenas um era da terceira idade, com 95 anos, e tinha hipertensão arterial, ou seja, um fator de comorbidade que pode ter sido o causador da morte ou pode ter agravado o quadro da dengue. Esse caso foi registrado no Centro da cidade. Os outros três óbitos são de pessoas com idade entre 36 e 45 anos, que não possuíam comorbidade. Dois deles foram registrados na região norte e um na zona leste. 


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. | Cadu Rolim/Fotoarena/Folhapress
 


Ao todo o município possui 5.830 casos notificados de dengue neste ano, sendo 652 confirmados, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pela Saúde. O aumento, em comparação à semana anterior, foi de 261 casos. Ainda estão em análise 4.410 casos que foram coletados ao longo das sete semanas epidemiológicas e que ainda não foram lançados no sistema da pasta. 




Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, um dos sorotipos que mais tem circulado na cidade é o 2, que é considerado o mais agressivo. Ela ressaltou que os pacientes foram atendidos e acompanhados, mas em alguns casos não há o que fazer para reverter a situação. "Em muitos casos a pessoa não tem sangramento externo, mas tem perda de líquido no abdômen e pulmão", destacou. Fernandes observou que muitas vezes o número de plaquetas pode estar baixo e não sangrar e o paciente pode receber alta.  

 

ATENDIMENTO PADRONIZADO 

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, informou que na quarta-feira (12) foi realizada uma reunião com o grupo de trabalho dos infectologistas da pasta com representantes dos hospitais para padronizar o atendimento. Segundo ele, alguns procedimentos eram feitos de maneira diferente entre uma instituição e outra. 


A reunião definiu também que o HU (Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná) realizará o atendimento apenas de casos graves de dengue, enquanto o Hospital Evangélico ficará responsável para os casos de cardiologia, neurologia e traumatologia, e a Santa Casa ficará responsável pela retaguarda do Hospital Evangélico. "Na prática, para os pacientes não muda nada. Isso é para melhorar o fluxo interno da regulação. O paciente com sintomas de dengue deve procurar as UBS e dependendo do caso deve ser encaminhado para as UPA, que decidirá se o caso é grave para encaminhar a HU", destacou Machado.  

 

FUMACÊ 

O secretário relatou que na quarta-feira foi aplicado pela primeira o Malathion no Jardim Alpes (zona Norte), por meio de bombas costais. O município possui nove equipamentos desses para cobrir toda a cidade. Ele explicou que o inseticida ainda não havia sido usado devido às condições climáticas, já que o produto não tem a mesma eficácia se estiver ventando muito ou chovendo. Ele explicou que o trabalho no bairro ainda não foi concluído e deve ter continuidade.  


Machado disse que a previsão de chegada do substituto do inseticida Malathion, o Cielo, está prevista para março, segundo promessa do governo federal. A previsão é de que o material seja encaminhado primeiro para Curitiba e de lá seja distribuído aos outros municípios. Uma das dificuldades é que existem apenas 20 caminhões de fumigação para atender os 399 municípios, mas Machado ressaltou que Londrina é o segundo maior município do Estado e deve fazer valer essa condição para conseguir os veículos.  


Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, enquanto a aplicação do fumacê por bomba costa cobre nove quadras em um dia inteiro, um caminhão UBV consegue cobrir essas mesmas nove quadras em apenas cinco minutos, trafegando a 15 km/hora.  


MUTIRÃO 

Neste sábado (15) será realizado um mutirão de limpeza na Vila Romana e bairros adjacentes (zona leste). A UBS do Parigot de Souza (zona norte) estará aberta neste sábado, das 7h às 19h, exclusivamente para atender pacientes com suspeitas de dengue, mesmo procedimento que já vem sendo adotado na UBS da Vila Ricardo (zona leste).  




“Mas não adianta nada retirar 50 caminhões de lixo no mutirão e as pessoas continuarem acumulando e jogando lixo. Logo depois de passar no Novo Amparo, por exemplo, as pessoas que não removeram o entulho no mutirão retiraram o lixo de suas casas no fim de semana e ele ficou nas ruas, exposto. É isso que é complicado”, destaca Fernandes.  

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