A Secretaria Municipal de Saúde investiga a morte de uma mulher de 39 anos, que teria sido em decorrência de dengue hemorrágica. A paciente, que não teve o nome divulgado pela Secretaria, era moradora da Zona Norte de Londrina e estava internada no Hospital Universitário desde o dia 9 deste mês. Ela faleceu na segunda-feira e foi sepultada ontem.
De acordo com a diretora de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Sandra Caldeira, foi recolhido material para o exame que irá confirmar se a paciente havia contraído a doença e o resultado deve ser divulgado ainda nesta semana. Caso seja confirmado, este será a quinta morte por dengue hemorrágica na cidade neste ano.
Sandra afirmou que a Secretaria está tomando todos os cuidados como se fosse um caso positivo. ''Desde que se levantou a suspeita fizemos o que se chama de bloqueio. Fomos até a residência, fizemos vistoria na casa e na vizinhança procurando focos do mosquito Aedes aegypti e também orientamos os moradores.'' De acordo com ela, mais ninguém na residência apresentou sintomas da doença até então. O corpo foi sepultado no Cemitério Municipal de Ibiporã (Norte).

Ações


No dia 11 de novembro a prefeitura municipal lançou o projeto ''É Londrina no combate a Dengue'', com ações integradas de prevenção da doença. O trabalho inclui o lançamento da Central de Logística Reversa para materiais inservíveis, mutirões de limpeza, contratação de mais agentes de endemias, campanhas de publicidade e trabalho educativo sobre a dengue, através da Biblioteca Móvel Ambiental.
Segundo a secretaria, nesta semana 220 agentes de endemias estarão atuando no município e até dezembro o número deve aumentar para 260. Eles irão fazer visitas domiciliares para vistoriar as residências e também para orientar a população sobre a separação correta do lixo. O plano também prevê a realização de dez mutirões de limpeza em fundo de vale, que acontecerão até o dia 28 de dezembro.
O esforço no combate à doença este ano levou a um índice de 0,7% no Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira), inferior ao preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. No ano passado, o Lira apontou índice de 1,1%. Mesmo assim, já são mais de sete mil casos no município.

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