Curitiba - A Secretaria de Estado da Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, investiga um caso suspeito de botulismo em Curitiba. A secretaria alertou os hospitais e a população.
A Vigilância Epidemiológica foi notificada na última terça-feira e ainda não foi possível identificar qual foi o alimento que provocou a doença. A suspeita, por enquanto, é que tenha sido um tipo de conserva ingerida pelo paciente.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, o botulismo alimentar é adquirido através da ingestão de alimentos contaminados com toxima botulínica. As manifestações clínicas costumam aparecer entre 12 e 36 horas após a ingestão do alimento contaminado.
O governo do Paraná informou que foi iniciado um ''intenso processo de investigação para identificar o alimento''. O paciente já foi medicado com um soro especial trazido pela Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro. O material para realização dos exames foi encaminhado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) ao Instituto Adolfo Lutz.
O governo informa que, por causa da gravidade do botulismo, a classe médica de Curitiba e a população devem ficar alertas para o aparecimento de outro caso suspeito. A doença é considerada extremamente grave e pode matar o doente em poucas horas.
Os principais sinais e sintomas do botulismo são vômito, diarréia ou constipação, debilidade, vertigem, alterações de visão (como visão turva, dupla, diplopia, aversão à luz), secura da boca, flacidez de pálpebras, modificações da voz (rouquidão, voz cochichada, afonia e fonação lenta), distúrbios da deglutição, flacidez muscular generalizada, acentuando-se na face, pescoço (cabeça pendente) e membros, dificuldades de movimentos, agitação psicomotora e outras alterações relacionadas com os nervos cranianos e falência respiratória.

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