Com base em laudos expedidos pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Promotoria de defesa do Meio Ambiente requereu ontem a interdição do Lago Jaboti em Apucarana para qualquer tipo de atividade de recreação. O pedido foi atendido pelo secretário municipal de Saúde, Jairo Barreto Miranda.
Desde ontem, funcionários da Guarda Municipal e soldados da Polícia Militar passaram a fiscalizar a área de lazer, situada no perímetro urbano. O objetivo é evitar o contato com a água do lago que, de acordo com o IAP, está bastante poluída.
‘‘Nas amostras de água analisadas pelo IAP foi constatada a presença de coliformes fecais e resíduos químicos, que chegam ao lago através de ligações clandestinas de esgotos sanitários na rede de galeriais pluviais’’, explica o promotor Luiz Fernando Delázari.
Em reunião na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, ficou estabelecido prazo máximo de 30 dias para que sejam rompidas as ligações clandestinas de esgoto na rede de galeriais pluviais. Ao mesmo tempo, a promotoria quer que os proprietários destes domicílios providenciem a ligação na rede de esgoto.
Segundo a Sanepar, 250 domicílios despejam resíduos poluentes no lago. Entre os poluidores, estão fábricas de bonés e jeans que estariam despejando água resultante do processo de estonagem de tecidos, o que pode ter causado a mortandade de peixes em alguns pontos do lago. Quem não regularizar as ligações de esgoto será penalizado, alerta o promotor.

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