Saúde intensifica detecção de sífilis em gestantes
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terça-feira, 02 de setembro de 2014
Reportagem Local 
Londrina - Como uma das metas de erradicação da sífilis em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde realizou, em agosto, o treinamento de médicos ginecologistas, obstetras, pediatras e enfermeiros que atuam na atenção materno-infantil hospitalar da cidade. A ação é uma das metas traçadas pelo Grupo de Trabalho (GT) formado em 2013, para intensificar as buscas por casos de sífilis no município.
O GT pretende realizar a capacitação continuada de todos os profissionais da saúde, tanto do setor público quanto do privado, que trabalham com atenção materno-infantil hospitalar até o final deste ano. Além deles, os funcionários dos laboratórios de Londrina e da região também já passaram pela capacitação continuada.
Devido à intensificação das buscas pelos casos de sífilis, a Secretaria de Saúde de Londrina observou um aumento nas constatações positivas. Isso porque de acordo com a assessora da Diretoria de Serviços Complementares em Saúde, Regina Cortez, em 2007, foram constatados cinco casos positivos para sífilis em gestantes. Depois da intensificação dos testes, em 2013, foram registrados 55 no mesmo grupo.
"Não é que aumentou o caso de pessoas e gestantes com sífilis, mas sim que os profissionais estão intensificando as buscas. A sífilis é uma doença que pode ser prevenida, evitada e de baixo custo. O tratamento completo leva três semanas e é preciso que se faça para obter a cura, porque é só assim que vamos interromper a cadeia epidemiológica da doença", explicou Regina.
A assessora também lembrou que os parceiros das gestantes com sífilis devem fazer o tratamento concomitantemente, porque não se cria imunidade à doença. Para saber se a pessoa está com sífilis é preciso procurar uma das 53 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Londrina ou o Centro de Referência em DST/Aids Bruno Pian Castelli Filho (Alameda Manoel Ribas, 1, Centro) para fazer o teste rápido. Caso o teste dê positivo, são feitos novos exames. O tratamento é inteiramente gratuito e está disponível nas 53 UBS.
Após a realização dos trabalhos do GT, agora o Hospital do Câncer (HC) passa a atender também as crianças com sífilis. Aquelas expostas à doença devem ser acompanhadas por dois anos, quando têm alta. Após esse período, é possível observar se a criança está curada ou se teve sequelas em função do diagnóstico tardio ou inadequado.
DOENÇA
A sífilis é uma doença infecciosa sexualmente transmissível (DST), que pode ser prevenida com o uso de preservativo. As gestantes podem transmitir a infecção para o feto, e quando isso acontece ela é chamada de sífilis congênita.
Os sintomas dependem do estágio da doença, sendo que muitas pessoas não apresentam sintomas. Feridas indolores e nódulos linfáticos inchados são possíveis sintomas dessa doença. Outras pessoas podem apresentar febre, fadiga, dores, entre outros.


