A Secretaria de Estado da Saúde pretende, ainda no segundo semestre, colocar em funcionamento um sistema de controle e detecção de medicamentos falsificados. Ontem, durante a segunda reunião da Vigilância Sanitária e representantes dos fabricantes e distribuidores de produtos farmacêuticos, o chefe do Centro de Saneamento e Vigilância Sanitária (CSVS), Celso Rúbio, informou que também vai ser intensificada a fiscalização sobre a venda dos produtos, da saída da indústria para os mercados varejista e atacadista.
Rúbio explicou que, conforme foi decidido em reunião com o Ministério da Saúde, as distribuidoras e as indústrias farmacêuticas deverão registrar nas notas fiscais o número de lote dos medicamentos. Também foi pedida a colocação do número do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) em cada embalagem. ‘‘Nos rótulos, bulas e embalagens dos medicamentos deve constar também o número completo do registro no Ministério da Saúde’’, avisou.
Além dessas medidas, foram propostas duas outras que deverão ser enviadas a Brasília. Uma será oferecer para a população um disque-saúde, para dirimir dúvidas. ‘‘No Estado, vai ser adotado o número do Sindicato das Farmácias - (041) 223-3214 - e do Centro de Informações Toxicológicas - (041) 148 -, que atende o dia todo’’, informou. Outra sugestão é que as indústrias farmacêuticas sejam obrigadas a informar à sociedade quando houver registro de medicamentos falsos.
Também foi discutida a formulação de uma resolução estadual para regulamentar o comércio de medicamentos entre as empresas produtoras, distribuidores, farmácias e drogarias. Pelo projeto, será criado um banco de dados sobre quem opera no setor, com um maior número de informações sobre a comercialização e os responsáveis das empresas.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná, David Guntowski, disse que o setor vem ampliando o controle na comercialização dos produtos. David conta que neste mês foram registrados 20 casos de remédios com embalagens irregulares. ‘‘O que não significa fraude, mas problemas na numeração do lote ou outros itens’’, informou. Nesses casos, a atuação das farmácias é comunicar às indústrias. Celso Rúbio, da Vigilância Sanitária, acrescentou que desde que houve as denúncias de fraudes nos remédios não foi registrado nenhum novo caso de produto falsificado no Paraná.Distribuidoras e indústrias terão de registrar nas notas fiscais o número de lote dos medicamentos
Albari RosaImprevistoGrávida há dois meses, Tatiane Salasário Maia pode ser a primeira paranaense a ter engravidado mesmo tomando MicrovlarDeverá ser criado
um disque-saúde,
para a população
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