Saúde intensifica controle de remédios
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quarta-feira, 01 de julho de 1998
Israel Reinstein 
A Secretaria de Estado da Saúde pretende, ainda no segundo semestre, colocar em funcionamento um sistema de controle e detecção de medicamentos falsificados. Ontem, durante a segunda reunião da Vigilância Sanitária e representantes dos fabricantes e distribuidores de produtos farmacêuticos, o chefe do Centro de Saneamento e Vigilância Sanitária (CSVS), Celso Rúbio, informou que também vai ser intensificada a fiscalização sobre a venda dos produtos, da saída da indústria para os mercados varejista e atacadista.
Rúbio explicou que, conforme foi decidido em reunião com o Ministério da Saúde, as distribuidoras e as indústrias farmacêuticas deverão registrar nas notas fiscais o número de lote dos medicamentos. Também foi pedida a colocação do número do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) em cada embalagem. Nos rótulos, bulas e embalagens dos medicamentos deve constar também o número completo do registro no Ministério da Saúde, avisou.
Além dessas medidas, foram propostas duas outras que deverão ser enviadas a Brasília. Uma será oferecer para a população um disque-saúde, para dirimir dúvidas. No Estado, vai ser adotado o número do Sindicato das Farmácias - (041) 223-3214 - e do Centro de Informações Toxicológicas - (041) 148 -, que atende o dia todo, informou. Outra sugestão é que as indústrias farmacêuticas sejam obrigadas a informar à sociedade quando houver registro de medicamentos falsos.
Também foi discutida a formulação de uma resolução estadual para regulamentar o comércio de medicamentos entre as empresas produtoras, distribuidores, farmácias e drogarias. Pelo projeto, será criado um banco de dados sobre quem opera no setor, com um maior número de informações sobre a comercialização e os responsáveis das empresas.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná, David Guntowski, disse que o setor vem ampliando o controle na comercialização dos produtos. David conta que neste mês foram registrados 20 casos de remédios com embalagens irregulares. O que não significa fraude, mas problemas na numeração do lote ou outros itens, informou. Nesses casos, a atuação das farmácias é comunicar às indústrias. Celso Rúbio, da Vigilância Sanitária, acrescentou que desde que houve as denúncias de fraudes nos remédios não foi registrado nenhum novo caso de produto falsificado no Paraná.Distribuidoras e indústrias terão de registrar nas notas fiscais o número de lote dos medicamentos
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um disque-saúde,
para a população
esclarecer dúvidas


