Saúde intensifica campanha contra sarampo
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Os profissionais de saúde de Londrina intensificaram as orientações à população quanto aos sintomas do sarampo, depois do surto da doença registrado na região de Salvador, Bahia. As principais recomendações são que os pais fiquem de olho na carteira de vacinação de seus filhos e que todas as pessoas que forem viajar para locais de risco (Japão, Alemanha, Ilhas Maldivas e agora, também o Nordeste brasileiro) tomem uma dose da vacina tríplice viral. A orientação também serve para quem trabalha com turismo, sejam agentes que acompanham excursão, que atendem turistas na cidade, taxistas e até profissionais do sexo.
Para os que vão viajar, a vacina deve ser administrada de 10 a 15 dias antes do embarque. Recomenda-se ainda que os adultos que não sabem se já foram vacinados procurem uma Unidade Básica de Saúde.
A médica infectologista e diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Simone Garani Narciso, esclarece que toda criança deve receber a primeira dose da vacina ao completar um ano de idade, e um reforço na fase pré-escolar, dos quatro aos seis anos. ''A mesma vacina imuniza para sarampo e rubéola'', informa.
Segundo Simone, o último caso de sarampo notificado em Londrina foi no ano de 1998. Na semana passada, uma criança teve sintomas parecidos aos da doença, mas o caso não foi confirmado. Na região de Salvador, foram confirmados 46 casos até o último dia 8. ''Estamos em uma época de grande locomoção de pessoas para as diferentes regiões do País, o que aumenta os riscos de contaminação. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e seu controle exige alta cobertura vacinal, ou seja, os surtos podem ter origem em uma pequena fatia da população'', esclarece a médica.
A grande preocupação é que pessoas não vacinadas reintroduzam o vírus no País. Ela informa que a doença é geralmente benigna, mas pode se tornar muito grave quando acomete crianças de 1 a 4 anos, acima de tudo as desnutridas. Há riscos de evolução para quadros de pneumonia, encefalite, diarréia e cegueira.


