Vigilância Sanitária, Ministério Público, Procon, Receita Estadual e Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente assinam dia 19 um termo de cooperação técnica com o objetivo de dar um ultimato à venda de carne clandestina em Campo Mourão. A decisão foi tomada esta semana, durante reunião com os cinco órgãos. Os 63 estabelecimentos que comercializam carne e derivados em Campo Mourão também participarão do termo.
Segundo a responsável pela Vigilância Sanitária Municipal, Elizabeth Mitiko Konno, não existem motivos para que os açougues e mercados vendam carne sem inspeção, uma vez que existem dois frigoríficos que comercializam o produto inspecionado em Campo Mourão. Segundo levantamento da Vigilância Sanitária, cerca de 13% da carne consumida na cidade tem origem clandestina. O número é baixo perto dos 50% verificados há cinco anos, mas ainda preocupa.
Em Umuarama, os serviços de Inspeção e de Vigilância Sanitária se uniram para apertar o cerco ao abate e comércio clandestino de carne. Segundo a chefe do Serviço Municipal de Inspeção Sanitária, Francismar Peres Ortega, os órgãos de fiscalização estão preocupados com o aumento de doenças bovinas e suínas, como a brucelose e cisticercose, que podem ser transmitidas ao homem.
A Associação dos Açougueiros foi obrigada a fazer uma reforma geral no matadouro para continuar abatendo no local. Construído há quatro anos, o matadouro vinha funcionando precariamente e chegou a ser autuado pelo serviço municipal de inspeção. O matadouro abate entre 15 e 20 animais por dia para os açougues da cidade e, segundo o administrador Juarez Santana, foram gastos R$ 30 mil para melhorar as instalações.

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